Sábado, 16 de Outubro de 2021
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É chocante a constatação de cenas de assaltos em Luanda protagonizadas a qualquer hora do dia com uma desinibição indecifrável só vista em filmes de Hollywood. Factos reais antes vistos apenas em cenas de ficção.

João Lourenço aos poucos vai se tornando cada vez menos interessante quando discursa dentro ou fora do país. Então lá nas américas já não se fala no dizer da minha amiga do peito. Que vive por aquelas bandas dezenas de anos, afinal lhe vejam como lixo o resto tem sido só e simplesmente cumprimento de formalidades?

Os «povos» da Califórnia de Benguela e do Dubai do Namibe não se entusiasmaram com a notícia da descoberta do «ouro negro» nas plataformas marítimas das respectivas províncias. Não houve passeatas, maratonas, bebedeiras colectivas e explosões de alegria. Pelo contrário, há dúvidas, incertezas, raivas surdas e contestações, talvez mais estas do que aquelas.

Se tivéssemos de enquadrar ou classificar o MIREX numa escala de 0 a 20 em termos de desempenho político-diplomático o MIREX não passaria de 2.5 valores, porque é evidente não simplesmente a falta de resultados nos programas que elabora, como também fica claro a inexistência de projectos concretos à vantagens do Estado e das comunidades angolanas no estrangeiro.

Segunda, 20 Setembro 2021 15:56

Ditador em pele de cordeiro

O jornalismo é, sabemos, um ofício geralmente pouco seguro. Um jornalista que se preze, digno dessa denominação, tem noção de que os perigos contra a liberdade de imprensa não envolvem somente assassinatos, mas há também ataques não letais (verbais) e ameaças de agressão física, mesmo contra as suas fontes, não estando as famílias dos profissionais isentas deste perigo.

Não há democracia sem a mídia democrática. Não há liberdade sem a mídia livre. Não há Estado de Direito e Primado da Lei (Rules of Laws) com uma mídia que viola a lei. Mas também não há ditadura sem a mídia ditatorial. A mídia é o instrumento que serve para democracia ou para ditadura.

Em política o fim último dos partidos políticos é alcançar o poder para depois gesti-lo em base a sua visão, programa e projecto político, mas o poder não se consegue de qualquer maneira, além do apoio político e da massa popular, o poder depende principalmente de factores económicos e estratégicos.

Angola é o exemplo de país onde sombras perigosas se mantêm persistentes. De um Estado nacional assente no primado do mais forte, que sacrifica toda uma juventude e reduz gerações à condição de homens de muletas.

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