Quinta, 28 de Outubro de 2021
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Em política o fim último dos partidos políticos é alcançar o poder para depois gesti-lo em base a sua visão, programa e projecto político, mas o poder não se consegue de qualquer maneira, além do apoio político e da massa popular, o poder depende principalmente de factores económicos e estratégicos.

Angola é o exemplo de país onde sombras perigosas se mantêm persistentes. De um Estado nacional assente no primado do mais forte, que sacrifica toda uma juventude e reduz gerações à condição de homens de muletas.

A irrupção da imprensa como meio de comunicação de massas teve lugar no século XIX, coincidindo com o aparecimento do Estado liberal. Os actores políticos constataram de imediato o valor que a imprensa escrita representava para a propaganda dos seus partidos e movimentos sociais, a influência que exercia sobre as massas e, também, enquanto veículo de expressão da opinião pública.

A crise político-militar na Guiné-Conacri é apenas mais uma prova de uma verdade incontestada: os africanos são genericamente governados por bandos errantes que se renovam por herança ou por contágio.

Vejo aqui intelectuais angolanos que, provavelmente, em defesa das suas damas partidárias, acusam Adalberto e Chivukuvuku de "pouca vergonha", por irem esgrimir argumentos em uma televisão pública portuguesa. Até podem ter estado a argumentar mal, lá por terras de Camões.

A tamanha desordem que o Partido Estado demonstra todos os dias no âmbito geral à administração do Estado deixa boquiaberto os cidadãos que clamam por emprego, habitação, saúde, energia, água, alimentação, salário, estudo, direitos iguais e outros…

Existe uma expressão popular em português que diz: “não chorar sobre o leite derramado,” ou seja, “não adianta chorar sobre o leite derramado.” Em Inglês diz que: “there’s no use crying over split milk.” Este adágio popular ensina-nos que, se o mal aconteceu, em vez de reclamar, lamentar, chorar ou frustrar-se; pelo contrário, deve-se ponderar profundamente para fazer face aos grandes desafios, para que sejam superados e vencidos.

Então não se buscam uma nova forma de luta? É sabido que enquanto a gestão do país estiver nas mãos do MPLA. Eleições eleitorais serão sempre manipuladas, assim como a violência e repressão policial será sempre usada como arma para não deixarem o poder.

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