No programa Tribuna Livre da Rádio Correio da Kianda, de 14 de Agosto último, David Mendes declarou: “A UNITA no poder [será] um terror. Quem não for da UNITA não será patriota”. Disse também que na CNE “William Tonet não obedecerá à UNITA, porque é independente e rebelde”.
Quando estudar, trabalhar e obter um simples documento passam a ser uma corrida de obstáculos: Chegou a época das matrículas. Para milhares de famílias angolanas, este deveria ser um período de esperança: matricular os filhos, garantir-lhes um lugar na escola e acreditar que a educação pode abrir portas para um futuro melhor. Mas, para muitos cidadãos, a época de matrículas transformou-se num verdadeiro pesadelo financeiro.
Ontem li um cartoon do Sérgio Piçarra que, basicamente, critica o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, por ter reagido pacificamente à barbárie da Polícia Nacional na província do Uíge. Por outro lado, tenho lido textos em que cidadãos acusam o Presidente da UNITA pela forma pacífica como reagiu àqueles acontecimentos graves.
É vergonhoso saber, que um simples congresso seja alvo de lowfere, e sobretudo acompanhar de perto a sua judicialização. Enfim, chegou-se ao pior quadro possível.
Falta apenas um ano para João Lourenço concluir o seu mandato como Presidente da República de Angola. Com esse horizonte cada vez mais próximo, torna-se inevitável olhar para trás e avaliar o legado de uma governação iniciada em 2017, envolta numa enorme expectativa de mudança.
Os acontecimentos registados desde a madrugada do dia 28 vieram demonstrar que o sector das telecomunicações deixou de ser apenas um serviço de comunicação. Hoje, constitui uma das infra-estruturas mais importantes para o funcionamento da economia, das instituições públicas e da vida quotidiana dos cidadãos.
O ataque cibernético que paralisou durante várias horas a rede da Unitel não foi apenas um incidente tecnológico. Foi um sério aviso sobre a vulnerabilidade estrutural da economia angolana e uma demonstração de que a transformação digital do país continua assente em bases frágeis.
Há quem sustente que as eleições internas do MPLA dizem respeito exclusivamente aos seus militantes. À primeira vista, esse argumento parece fazer sentido: cada partido político deve ser livre de escolher os seus dirigentes sem interferências externas. Contudo, em Angola, essa leitura ignora uma realidade incontornável.