O agravamento das tensões em torno da sucessão na liderança do MPLA levanta sérias questões sobre a democracia interna, a independência das instituições e a capacidade do partido para preservar a sua unidade. Na perspectiva do autor, João Lourenço é o principal responsável político por uma crise que ameaça ultrapassar as fronteiras partidárias e aprofundar as divisões na sociedade angolana.
A condução do processo de candidaturas à liderança do MPLA, marcado pela contestação em torno de Higino Carneiro e de outros potenciais concorrentes, está a suscitar dúvidas quanto à liberdade de escolha dos militantes e à transparência da disputa interna. O processo poderá também agravar as divisões no seio do partido e transformar a continuidade de João Lourenço na liderança num factor de desgaste político, numa altura em que o MPLA se prepara para as eleições gerais de 2027.
Na política, há decisões que parecem resolver problemas imediatos, mas que acabam por criar dificuldades muito maiores no futuro. A eventual expulsão do general Higino Carneiro das fileiras do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) poderá ser uma dessas decisões.
Perante a previsível rejeição do recurso apresentado ao Comité Central do MPLA, o general Higino Carneiro deveria ponderar uma saída política assumida, anunciando publicamente a desistência da corrida à liderança do partido. Seria uma forma de preservar a sua dignidade política, depois de uma batalha que expôs as limitações da disputa interna no seio da formação política no poder.
Segundo o economista Mishkin (2019), a política monetária é o conjunto de medidas adoptadas pelo Banco Central para controlar a quantidade de moeda em circulação, regular as taxas de juro e influenciar as condições de crédito, com o objectivo de manter a estabilidade dos preços e contribuir para o equilíbrio económico.
Meio século após a independência e mais de duas décadas depois do fim da guerra, a paz das armas não trouxe a paz entre os angolanos. Para evitar que a história se repita, o poder tem de abrir caminho ao diálogo nacional antes das eleições de 2027.
O mundo está diante de uma contradição vergonhosa. Nunca houve tanta tecnologia, tanta riqueza acumulada, tanta inteligência artificial e tanta capacidade de produção. Ainda assim, 800 milhões de jovens poderão chegar ao mercado de trabalho nos próximos 15 anos sem encontrar uma vaga.
Durante décadas, a publicidade foi considerada um dos principais instrumentos para construir marcas, conquistar clientes e influenciar o comportamento dos consumidores. A sua eficácia dependia, em grande medida, do acesso aos meios de comunicação tradicionais, nomeadamente a televisão, a rádio e os jornais, que concentravam uma parte significativa da atenção pública e permitiam às organizações alcançar grandes audiências mediante a compra de espaço ou tempo de divulgação.