Silvi Mubiala, 33 anos, saiu de casa na terça-feira para socorrer o filho, perdido no meio dos distúrbios. A população local que acusa agentes da Polícia de Intervenção Rápida de serem os autores dos disparos.
O Comandante-Geral da Polícia Nacional angolana, Francisco da Silva, confirmou hoje que a mulher que fugia com o filho durante os tumultos em Luanda foi morta pelas autoridades, alegando que foi necessário garantir a integridade física dos agentes.
O Gabinete dos Direitos Humanos da ONU reclamou hoje às autoridades angolanas "investigações rápidas, exaustivas e independentes sobre as mortes de pelo menos 22 pessoas, bem como sobre as violações dos direitos humanos associadas" durante os protestos em Luanda.
O ministro do Interior angolano afirmou que o Governo está atento às “vozes legítimas” que pedem melhorias, mas avisou que a liberdade não se confunde com violência, prometendo firmeza contra quem “tentar mergulhar o país no caos”.
Pelo menos 91 estabelecimentos comerciais foram vandalizados em três dias de tumultos em Angola nas províncias de Luanda e Malanje, segundo um relatório preliminar a que a Lusa teve hoje acesso.
As autoridades angolanas começaram a julgar os autores das pilhagens e do vandalismo após três dias caóticos durante a greve dos taxistas, muitos dos quais menores de idade e que serão devolvidos às respetivas famílias.
Após três dias de protestos em Angola, com mortos, feridos, detenções e pilhagens, o Presidente João Lourenço continua em silêncio absoluto, o que evidencia a desconexão do poder face ao sofrimento do povo, critica ONG.
Em entrevista à DW, Álvaro Chikwamanga, secretário-geral da UNITA, diz que os protestos violentos são consequência do caos e pobreza que Angola vive e propõe o diálogo como única via para se ultrapassar a atual crise.
Angola tem uma qualidade ímpar em nosso planeta – ser governada por um presidente que tem soluções e receitas para absolutamente tudo, capaz ainda de resolver problemas de diversos países e aconselhar até mesmo chefes de Estado de outros países, ao menos de acordo com a imprensa pública, todavia, os factos que tiveram lugar neste fim de semana mostraram uma realidade diferente.
Era uma vez um certo homem chamado Joãozinho. Não era um Joãozinho qualquer, era um Joãozinho que, por ironia do destino, sentiu o cheiro adocicado do cadeirão máximo do reinado.