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Quinta, 15 Fevereiro 2024 14:48

Trabalhadores angolanos decidem greve geral em assembleias agendadas para 24 de fevereiro

As assembleias provinciais dos trabalhadores angolanos para a deliberação da greve geral, com início previsto para 15 de março, acontecem em 24 deste mês em 17 províncias angolanas, disse hoje fonte sindical.

De acordo com o secretário-geral da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Jacinto, a alteração da data das assembleias provinciais convocadas para a declaração da greve, inicialmente agendadas para 15 de fevereiro, foi decidida em reunião recente das centrais sindicais.

Luanda, capital angolana, deve realizar a sua assembleia em 09 de março, com o anúncio da greve geral agendado para 14 do mesmo mês e um dia depois (15 de março) deve entrar em vigor a paralisação geral dos trabalhadores angolanos.

Centrais sindicais angolanas anunciaram, em 26 de janeiro, uma greve geral na função pública para março, considerando que o Governo “fez ouvidos de mercador” e “menosprezou” a proposta de aumento salarial na ordem dos 250%.

O secretário-geral da CGSILA, que falava em conferência de imprensa, na ocasião, disse que a decisão surge por falta de consensos com o executivo angolano, referindo que o caderno reivindicativo remetido ao Presidente angolano, João Lourenço, em 05 de setembro de 2023, “foi ignorado pelas autoridades”.

A greve geral na função pública é uma decisão da CGSILA, da União Nacional dos Trabalhadores de Angola – Confederação Sindical (UNTA-CS) e da Força Sindical.

A CGSILA, UNTA-CS e a Força Sindical remeteram, em 05 setembro de 2023, um memorando ao Presidente angolano, João Lourenço, onde exigem um salário mínimo nacional de 250 mil kwanzas (276 euros), admitindo paralisação geral em caso de resposta insatisfatória.

A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Dias, que coordena as negociações com os sindicatos, disse, em dezembro, no final de uma ronda negocial, que a proposta salarial dos sindicatos era “irrealista e completamente fora do comum”.

O Governo angolano está a preparar uma contraposta para submeter à apreciação das centrais sindicais, disse hoje uma fonte sindical à Lusa.

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