Terça, 03 de Fevereiro de 2026
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Terça, 03 Fevereiro 2026 20:47

Congolian Financial passa a deter participação qualificada de 7,61% no BFA

A Congolian Financial, S.A. passou a deter uma participação qualificada, de 7,61%, do capital social do Banco de Fomento Angola (BFA), segundo uma comunicação ao mercado divulgada esta semana.

De acordo com a informação remetida à Comissão do Mercado de Capitais pelo BFA, a participação resulta da aquisição inicial de 1.133.747 ações na sessão especial de bolsa de apuramento dos resultados da OPV, em setembro de 2025, à qual se somaram 7.159 ações adquiridas posteriormente em mercado secundário, totalizando 1.140.806 ações, correspondentes a 7,61% do capital social e dos direitos de voto do banco.

O BFA esclarece que as aquisições foram realizadas de forma "livre, autónoma e independente" pelos acionistas, não existindo qualquer acordo, coordenação ou concertação entre eles, sendo os respetivos direitos de voto legalmente imputáveis à Congolian Financial.

A Congolian Financial, S.A. é uma sociedade anónima angolana, com sede no município do Lobito (Benguel. tendo como beneficiários efetivos os empresários Nelson Fidel Candundo Carrinho e Rui Alves Candundo Carrinho, ligados ao Grupo Carrinho, um dos maiores grupos angolanos, que opera sobretudo nos setores d distribuição alimentar, logística, comércio grossista e retalho.

Os direitos de voto da Congolian resultam da agregação de participações detidas pelos beneficiários efetiva e por outras entidades e pessoas singulares identificadas na comunicação, incluindo o Banco de Comércio Indústria, com 1,26% do capital, bem como Nelson Carrinho e Rui Alves Carrinho (1,51% cada), e vários acionistas individuais com participações inferiores a 1%, perfazendo o total de 7,61% do capital.

Num esclarecimento divulgado a 28 de janeiro, o banco salientou que não foi deliberada qualquer mudança nos órgãos sociais, nem afastado qualquer administrador, recordando que o mandato dos atuais órgãos sociais terminou em 31 de dezembro de 2025 e que qualquer eventual alteração dependerá de deliberação em Assembleia Geral, a realizar durante o primeiro trimestre de 2026.

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