Quinta, 05 de Fevereiro de 2026
Follow Us

Quinta, 05 Fevereiro 2026 14:17

RDCongo anuncia reabilitação e novo modelo de gestão de ferrovia que liga ao Corredor do Lobito

Jean Pierre Bemba Jean Pierre Bemba

A República Democrática do Congo vai lançar em abril um concurso para reabilitar a linha ferrea que liga so regiões mineiras congolesas à fronteira com Angola, prolongando o Corredor do Lobito, que terá também novo modelo de gestão.

O anúncio foi feito hoje, em Luanda, pelo vice primeiro ministro da República Democrático do Congo (RDCongo), Jean-Pierre Bernba Gombo, na primeira Reunião de Alto Nivel sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito ("Engine Room").

Em declarações à Lusa, o govermante disse que está a ser preparado um concurso para & reabilitação da linha férrea, a lançar em abril, sendo a reabilitação da secção Dilolo Kolwezi considerada crucial para ligar a RiCongo ao porta de 1 abito, em Angola

Durante a sua intervenção, Jean Pierre Bemba afirmou que esta reunião estratégica marca "uma elopo decisiva na estruturação operacional do Corredor do Lobito", classificando-o como um projeto importante para o futuro económico" da sub-região, sublinhando que não se trata apenas de um projeto de infraestruturas de transportes.

uma escolha estratégica para a transformação económica, um instrumento de soberania logistica e uma alovanca para a integração regional sustentável entre Angola, a Zambia e a RDCongo, reforçou, sendo o objetivo o de criar um corredor económica integrado, capaz de estruturar as zonas que atravessa, gerar valor a nivel local, criar empregos sustentáveis e reforçar a competitividade da Africa Austral nas cadeias de valor globais.

"A nessa abordagem é, e continuará a ser, fazer co caminho de terro uma parte integrante do desenvolvimento", disse, acrescentando que o objetivo central desta visão é modemizar e aumentar a capacidade do eixa ferroviário de Dilolo, junto ao Luau, na fronteira leste de Angola, ate Lubumbashi, na região do Catanga, junto à fronteira com a Zambia.

O governante afirmou que esta verdadeira espinha dorsal da economia regional" pretende ser um projeto de beneficios partilhados, esperando no caso da RDCongo uma redução dos custos logisticos em pelo menos 30%, o aumento da segurança e da competitividade das exportações de cobre, cobalto, litio e produtos transformados, o desenvolvimento de polos industrials e logisticos ao longo do corredor e a criação de empregos

Segundo Jean Pierre Bemba, Angola beneficiará do aumento do tráfego ferroviario, portuario e logisticu, reforçando o papel de porta de entrada maritima para a Africa Austral, e a Zambia terá acesso navel, competitivo e diversificado ao Oceano Atlántico", reduzindo a dependència dos corredores orientais e meridionais.

O ministro adiantou que os estudos de viabilidade do troço Tonkó-Kolwezi-Dilolo, até à fronteira angolania, jo estão disponiveis e que se espera aumentar até final do ano o número de comboios mensais dos atuais 40 para 60.

"O objetivo é que, logo que a nossa secção esteja totalmente reabilitada, contar com um milhão de toneladas de importações e exportações no primeiro ano. E, nos próximos três anos, deveremos atingir cinco milhões de toneladas de importações e exportações nesta rota", destacou.

Jean Pierre Bemba referiu ainda que está a ser elaborada uma nova lei fermoviária, que estabelece a separação entre infraestruturas e operações, uma autoridade reguladora dos caminhos-de-ferro e a criação de uma empresa pública proprietaria da infraestrutura ferroviana.

Varnos criar dois SPVs (entidades veiculo): uma para as infraestruturas, que continuarão a ser propriedade do Estado, na qual não estara envolvida a Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro do Congo (SNCC), e outra, com operadores privados, para gerir o SPV da operação

A HDCongo defende, segundo o ministro, um modelo equilibrado e credivel de financiamento das concessões publicas e espera obter, para as infraestruturas pesadas, financiamento de Instituições Internacionals saudando os resultados já alcançados com parceiros como a União Europeia, o Banco Africano de Desenvolvimento, o DFC e o Banco Furopeu de Investimento.

"Estamos muito satisfeitos pelo facto de o Banco Mundial ter confirmado o seu compromisso de 500 milhões de dólares. E esperamos que os outros parceiros sigam o exemplo nos próximos dias, para que o processo de qualificação seja claro e o cofinanciamento possa ser coordenado", frisou.

Por outro lado, o governante enfatizou a necessidade de uma coordenação estratégica clara entre os três paises, o alinhamento dos calendários de investimento, a mobilização complementar de financiamento, um forte apolo à governação regional do corredor e, acima de tudo, "decisões concretas orientadas para a implementação e harmonização dos procedimentos de tránsito e comércio entre os très paises".

Sollicitou também ao "Engine Room (Sala das Máquinas) que reconheça o elxo Diiclo Kolwezi Tenike Sakania "como prioridade operacional do Corredor do Lobito, dado o seu papel estratégico no comecoor regional, prometendo que as obras serão lançadas até ao último trimestre de 7026.

"O Corredor do Lobito é uma oportunidade histórica. A visão e clara. As fundações estão lançadas. Os preparativos estão bastante avançados. E tempo de tomar medidas sensatas", apelou Jean-Pierre Bemba, convidando os parceiros a juntarem-se na próxima reunião, em Kinshasa

Rate this item
(0 votes)