Terça, 31 de Janeiro de 2023
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Segunda, 14 Novembro 2022 22:40

Analista aponta falta de quadros para operar os equipamentos modernos entre as graves “doenças” nas novas unidades hospitalares no país

No “Revista de Imprensa” desta segunda-feira na Rádio Ecclésia, o padre Celestino Epalanga disse que um amigo seu, que tinha a saúde debilitada, foi obrigado a deslocar-se, recentemente, de Menongue para Luanda, a fim de realizar de determinados exames de diagnóstico porque, segundo ele, não havia técnicos que na capital do Kuando Kubango que estivessem habilitados a manobrar os sofisticados equipamentos hospitalares lá existentes.

Segundo o padre Epalanga, a pessoa em causa teve de fazer os referidos exames no novo Complexo cardio-pulmonar Dom Alexandre do Nascimento.

O jornalista e analista político angolano, Ilídio Manuel disse que, poderia não ser do conhecimento do referido padre que esta nova unidade de saúde, que foi inaugurada no ano passado com pompa e circunstância pelo Presidente da República, não dispunha também de técnicos para operar os seus equipamentos de ponta, algo que estava a ser feito ou tem sido feito por técnicos afectos à clinica Girassol.

Ilídio Manuel afirma que é pura realidade que, por detrás do verniz das novas unidades hospitalares, escondem-se graves “doenças” sendo uma delas a não formação de quadros para operar os modernos equipamentos, porque os políticos que elaboraram as políticas governativas ter-se-ão esquecido que os recursos humanos são o elo mais importante na cadeia produtiva, no caso na prestação de serviços.

Observou por outra que, os que estudaram as teorias do marxismo-leninismo deverão estar recordados que o “barbudo” alemão já dizia que o “homem era o elemento mais importante no desenvolvimento das forças produtivas”. Significa que, por mais sofisticadas que fossem as máquinas, sem o homem, elas não representavam nada, ou seja, eram inúteis.

Infelizmente, sublinhou, o cenário da falta de recursos humanos não é exclusivo dessas duas unidades hospitalares apontadas.
“Custa acreditar, mas é pura verdade: disse-o há dias, o presidente do Sindicato dos Médicos angolanos que a maior unidade de referência em matéria de Pediatria não dispõe de TAC e RMN”.

“É no que dá quando se coloca a carroça à frente dos bois ou quando as obras feitas às pressas ou sem critérios rigorosos de prioridades perseguem fins eleitoralistas”, atirou.

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