Para início de conversa, tem de ficar claro que quem jura a pés juntos que em 1993 era alvo de tenaz perseguição nas redes sociais, o mínimo que a família e os amigos lhe devem providenciar é uma urgente visita a um psiquiatra.
Não me acusem de ultrajar um mais velho, pois o Camarada Lopo do Nascimento é que não se dá ao respeito.
No momento em que João Lourenço, passa pela maior crise desde a sua entronização como presidente da república, com a sua liderança a atingir níveis de impopularidade inimagináveis, eis que surge em cena a peça teatral de muito mau gosto, conduzida pelas secretas residentes na cidade alta.
Pode ser precipitado dizer-se que é o fim da linha da supremacia do partido maioritário MPLA que governa o país vai para 46 anos... duas gerações! João Lourenço teve o benefício da dúvida. Mas a travessia do Rubicão não pode ser feita de piroga e, na melhor das hipóteses, navega-se à deriva.
Acompanhei atentamente o discurso de sua excelência Sr presidente da República República João Manuel Gonçalves Lourenço, com um teor de desculpas e perdão as vítimas de 27 de Maio de 1977.
Nos dias 29 e 30 de Setembro de 1992, o povo deu prova de civismo, disciplina e maturidade durante o acto de votação daquelas que ficaram para a história como as eleições mais turbulentas que o país já teve.
1 - Na denominada “Operação Caranguejo” não são apenas os números que enjoam. São perturbadoras algumas reacções que aparentam algum estarrecimento ou surpresa.
Estava, por imposição do sistema, a cumprir um período de hibernação quando recebi um telefonema do meu irmão Victó (Victor Aleixo) comunicando-me que pretendiam contar com a minha presença no programa FALAR CLARO, que durante alguns anos (ou talvez menos) preencheu às sextas-feiras a programação da TPA. Na nova gestão política do País, deu lugar ao POLÍTICA NO FEMININO.