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Quinta, 26 Novembro 2015 16:53

Abusos sexuais de menores estão a aumentar em Angola - ministro do Interior

O Ministro do Interior angolano manifestou hoje preocupação com a "crescente onda" de abusos e violações sexuais "sobretudo a menores de tenra idade" que está a assolar o país.

Ângelo Veiga Tavares discursava na abertura do Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Interior, que hoje arrancou em Luanda e termina na sexta-feira.

Segundo o ministro, o fenómeno, cujos autores são maioritariamente pessoas próximas ou conhecidas das vítimas, deve continuar a merecer uma particular atenção dos órgãos do Ministério o Interior.

O governante angolano apelou à sociedade para repudiar "com veemência" tais práticas, que podem colocar em causa o futuro das novas gerações.

"Por este facto é imperioso que os pais e encarregados de educação exerçam um maior controlo e acompanhamento dos menores, com vista a que os mesmos não sejam vítimas destes hediondos crimes, nem enveredem por condutas desviantes", referiu o ministro.

Casos de violações sexuais são relatados quase que diariamente na imprensa angolana, envolvendo geralmente crianças.

Em 2014, o Ministério do Interior publicou um "Estudo sobre Violações Sexuais" para ajudar a identificar as causas do problema, bem como o aumento de casos, que envolveu sociólogos, psicólogos, antropólogos e criminólogos.

O estudo realizado em dez estabelecimentos prisionais do país envolveu 157 reclusos acusados da prática de violação sexual, concluindo que além do consumo de bebidas alcoólicas e de drogas, a crença no feitiço também leva ao cometimento deste tipo de crime.

Do ponto de vista disciplinar, Ângelo Veiga Tavares disse que continua a ser uma preocupação as informações e constatações sobre comportamentos indecorosos, que devem ser "completamente banidos" por parte de alguns membros do efectivo, com destaque para agentes da polícia de trânsito.

"Para tal, as áreas de inspecção do Ministério do Interior e dos seus órgãos devem ter bem presente a responsabilidade que sobre si impede para um maior e melhor controlo interno da actividade dos membros do ministério em serviço, sem descurar o papel disciplinador dos responsáveis a todos os níveis, que deverão ser firmes na condução dos seus efectivos", frisou.

O ministro pediu aos gestores transparência na sua gestão, tendo em conta a actual situação económica que Angola atravessa, que impõe a necessidade de um maior rigor, controlo e disciplina das despesas.

De acordo com o titular da pasta do Interior, um dos grandes desafios para 2016 será ajudar o país a diversificar a produção de bens, cuja tarefa os serviços penitenciários têm um papel importante a desempenhar.

Lusa

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