Segundo a responsável, na sequência dessa descoberta, estão em curso estudos de subsuperfície, avaliação e teste do gás.
Ao responder a questões de jornalistas durante uma conferência de imprensa alusiva aos sete anos da ANPG, assinalados esta sexta-feira, a administradora defendeu mais investimentos privados em infra-estruturas, para se tirar proveito do potencial identificado.
Lembrou que, em 2018, o país não dispunha de uma lei atractiva que permitisse, de facto, aos investidores desenvolver e comercializar o gás, realidade que veio a ser alterada momentos depois, o que valorizou este produto.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da referida agência, Paulino Jerónimo, que orientou a conferência de imprensa, disse que o gás pode gerar mais emprego e riqueza para o país.
Sobre o conteúdo local, o administrador executivo da ANPG, Artur Custódio, disse que, actualmente, três mil e 500 empresas estão catalogadas, subdivididas nos regimes de exclusividade, preferência e concorrência, representando 12% do total de empresas prestadoras de serviço no sector.
A conferência de imprensa foi antecedida do lançamento da nova identidade visual da ANPG, assente numa estratégia de comunicação extra institucional, mais simples, impactante e geradora de valor.
A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) foi criada em 2019, através do Decreto Presidencial n.º 49/19, com o objectivo de assumir o papel de Concessionária Nacional, regulando as actividades de exploração e produção (Upstream) no sector petrolífero.
A sua criação visou reestruturar o sector, transferindo as funções de concessão anteriormente detidas pela Sonangol, aumentando assim a eficácia, transparência e o investimento privado nos segmentos do petróleo, gás e biocombustíveis.

