Apesar da vitória, clara e escandalosamente administrativa, do MPLA, ainda assim, alguns sectores deste “glorioso Movimento/partido”, não deixam de remoer de raiva pelos magros resultados que o “sistema” lhe atribuiu, depois daquelas manipulações e simulações tão simplórias na contabilização de supostos votos.
O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, vai deslocar-se a Luanda para a cerimónia em que João Lourenço tomará posse para um segundo mandato como Presidente de Angola, marcada para quinta-feira, 15 de setembro.
Angola vive uma crise pós-eleitoral que está a fomentar o clima de medo e desespero entre muitas famílias, um pouco por todo o país.
As eleições gerais de 24 de Agosto último, disputadas por oito (8) formações partidárias em Angola, deram "duvidosa e contestada" vitória ao MPLA e consequente reeleição de João Lourenço à presidência da República, cuja tomada de posse deve acontecer dia 15 de setembro, na Praça da República, em Luanda.
Instituições como o Tribunal Constitucional e a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) devem ser alvo de reformas, a nível da sua composição e dos mecanismos eleitorais, para evitar suspeições sobre os processos, defenderam juristas ouvidos pela Lusa
O MPLA desvalorizou hoje a convocação de manifestações pelos partidos da oposição angolana, que contestam os resultados eleitorais, considerando tratar-se de um “comportamento reiterado do mau perdedor” e minimizou a forte presença das forças de segurança nas ruas.
O porta-voz da UNITA acusou hoje o Tribunal Constitucional (TC) de “denegação de justiça” e de fazer política ao declarar no acórdão que foram apresentadas atas falsas, desafiando a instância a avançar com um procedimento criminal