Os deputados do MPLA, no poder em Angola, prometeram hoje “mostrar mais trabalho” durante a nova legislatura que se inicia, após as eleições, e “desconstruir a ideia” de que estão apenas na Assembleia Nacional em busca das regalias.
A UNITA e a Frente Patriótica Unida (FPU) enviaram os seus dirigentes a todas as províncias do País. O motivo é procurar ouvir a opinião dos militantes, simpatizantes, amigos, igrejas e sociedade civil sobre se os seus deputados devem ou não tomar posse no Parlamento, na reunião constitutiva agendada para o dia 16 deste mês.
A UNITA apelou hoje às forças de defesa e segurança para que se abstenham do uso de força contra os cidadãos que pretendam manifestar-se no dia da tomada de João Lourenço, que dizem não ter legitimidade.
Osvaldo Caholo, ativista dos 15+2, diz que sociedade civil já tem um plano para protestar nos próximos dias contra as eleições de 24 de agosto, que deram a vitória ao MPLA, aguardando apenas que a UNITA se pronuncie.
Um especialista em ciências políticas angolano apontou hoje condicionalismos financeiros e a não indicação de membros em instituições públicas como impactos caso a UNITA não tome posse no parlamento de Angola e não acredita que o partido “corra riscos”.
Os deputados eleitos nas legislativas angolanas de 24 de agosto vão tomar posse na próxima sexta-feira, anunciou o primeiro secretário de mesa do parlamento, Raul Lima, mas partidos da oposição ainda debatem se assumirão os lugares na Assembleia Nacional.
O MPLA, vencedor das eleições angolanas, pediu hoje aos cidadãos que “mantenham a tranquilidade” e respeitem a Constituição e a lei, assegurando que as instituições do Estado continuarão a servir o povo e a “garantir a paz e tranquilidade social”.