Os «povos» da Califórnia de Benguela e do Dubai do Namibe não se entusiasmaram com a notícia da descoberta do «ouro negro» nas plataformas marítimas das respectivas províncias. Não houve passeatas, maratonas, bebedeiras colectivas e explosões de alegria. Pelo contrário, há dúvidas, incertezas, raivas surdas e contestações, talvez mais estas do que aquelas.
Se tivéssemos de enquadrar ou classificar o MIREX numa escala de 0 a 20 em termos de desempenho político-diplomático o MIREX não passaria de 2.5 valores, porque é evidente não simplesmente a falta de resultados nos programas que elabora, como também fica claro a inexistência de projectos concretos à vantagens do Estado e das comunidades angolanas no estrangeiro.
O jornalismo é, sabemos, um ofício geralmente pouco seguro. Um jornalista que se preze, digno dessa denominação, tem noção de que os perigos contra a liberdade de imprensa não envolvem somente assassinatos, mas há também ataques não letais (verbais) e ameaças de agressão física, mesmo contra as suas fontes, não estando as famílias dos profissionais isentas deste perigo.
Não há democracia sem a mídia democrática. Não há liberdade sem a mídia livre. Não há Estado de Direito e Primado da Lei (Rules of Laws) com uma mídia que viola a lei. Mas também não há ditadura sem a mídia ditatorial. A mídia é o instrumento que serve para democracia ou para ditadura.
Em política o fim último dos partidos políticos é alcançar o poder para depois gesti-lo em base a sua visão, programa e projecto político, mas o poder não se consegue de qualquer maneira, além do apoio político e da massa popular, o poder depende principalmente de factores económicos e estratégicos.
Angola é o exemplo de país onde sombras perigosas se mantêm persistentes. De um Estado nacional assente no primado do mais forte, que sacrifica toda uma juventude e reduz gerações à condição de homens de muletas.
A irrupção da imprensa como meio de comunicação de massas teve lugar no século XIX, coincidindo com o aparecimento do Estado liberal. Os actores políticos constataram de imediato o valor que a imprensa escrita representava para a propaganda dos seus partidos e movimentos sociais, a influência que exercia sobre as massas e, também, enquanto veículo de expressão da opinião pública.
Traçar novas Políticas de Estado sobre a Defesa do Território é uma questão de Segurança Nacional... Não há dúvidas nem discussões quanto à isto, o que se deve realmente discutir é a verba a ser atribuída ao sector da Defesa, Eu sugiro no mínimo 7 a 10 bilhões de dólares para a Defesa (sem mencionar os gastos adicionais).