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Quarta, 16 Dezembro 2020 13:34

RDCongo impõe recolher obrigatório para enfrentar segunda vaga da covid-19

A presidência da República Democrática do Congo (RDCongo) anunciou hoje que a partir de sexta-feira entrará em vigor o recolher obrigatório, entre outras medidas, para enfrentar a "segunda vaga" de covid-19, que afeta principalmente a capital, Kinshasa.

Esta medida estará em vigor "das 21:00 às 05:00", disse a presidência do maior país da África Subsaariana.

A RDCongo, que tem mais de 80 milhões de habitantes, é relativamente poupada em termos do número total de infeções pelo novo coronavírus, um pouco menos de 15.000 casos desde 10 de março, e de mortes, 364 em igual período, segundo números oficiais, comparando com os mais de 860.000 na África do Sul, por exemplo.

Mas, nas últimas semanas o país registou um aumento, com 345 novos casos de infeção pela doença confirmados, incluindo 298 em Kinshasa, de acordo com o último boletim das autoridades de saúde, que também relatou seis novas mortes na terça-feira.

"Esta segunda vaga deve-se principalmente à importação de casos do estrangeiro", disse o Presidente, Félix Tshisekedi, no parlamento, na última segunda-feira.

Os viajantes têm sido sistematicamente testados à chegada à RDCongo, desde 31 de outubro.

"Os testes obrigatórios devem continuar para os viajantes domésticos e os que vêm e vão para o estrangeiro", adiantou a presidência.

"A proibição de cerimónias festivas e reuniões de mais de 10 pessoas" foi também decretada em vésperas de época festiva.

No ensino superior, "o reinício das aulas é adiado para uma data posterior", enquanto os alunos do ensino primário e secundário vão "de férias antecipadas a partir desta sexta-feira, 18 de dezembro", anunciou também hoje a presidência, sem especificar a data do prevista para o regresso das crianças à escola.

"O uso obrigatório de máscaras, o respeito pela distância física, a lavagem sistemática das mãos e o controle de temperatura serão rigorosamente aplicados", referiu ainda a presidência da RDCongo.

Marchas públicas, eventos artísticos e feiras também foram proibidos no país. Porém, as autoridades optaram por manter as competições desportivas à porta fechada.

Quanto a funerais, seguirão diretamente para os locais onde o corpo será sepultado sem qualquer outra cerimónia fúnebre.

As igrejas e estabelecimentos de bebidas funcionarão antes do início do recolher obrigatório, respeitando as medidas de distanciamento exigidas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,6 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 5.733 em Portugal.

Em África, há 57.057 mortos confirmados em mais de 2,4 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

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