Um ano após a detenção dos ativistas angolanos, a Amnistia Internacional (AI) continua a exigir a libertação "imediata e incondicional" dos 17 jovens, considerando que todo o processo constitui "uma afronta à justiça e aos direitos humanos".
Apesar de considerar que "é difícil dialogar com um regime que não demonstra inteligência", o escritor José Eduardo Agualusa acredita que está para breve a libertação dos 17 activistas, condenados por rebelião e associação de malfeitores, a penas até oito anos e seis meses de prisão.
José Eduardo dos Santos deverá anunciar ainda este mês a candidatura da empresária ao Comité Central do partido. Segundo notícia avançada pelo "Expresso", a assunção da presidência do Conselho de Administração da petrolífera angolana Sonangol por Isabel dos Santos, detentora de uma das maiores fortunas de África, pode ser "o trampolim" para a filha de José Eduardo dos Santos chegar ao topo do MPLA e, consequentemente, do país, quando o presidente abandonar o cargo, em 2018.
Um braço-de-ferro sem fim à vista. Enquanto aguardam pelo parecer do Tribunal Supremo quanto à providência cautelar de impugnação da nomeação da empresária Isabel dos Santos na Sonangol, o grupo de juristas prepara agora uma acção principal, que poderá seguir para as instâncias internacionais, caso se esgote o recurso contestatório da nomeação a nível dos organismos nacionais.
O ativista angolano Rafael Marques criticou hoje a manutenção na prisão dos 17 cidadãos jovens condenados por rebelião e associação de malfeitores, alegando tratar-se de uma "manobra de diversão" para perpetuar no poder a família do Presidente de Angola.
SÃO PAULO - Empresas brasileiras com negócios em Angola, terceiro maior parceiro comercial no continente africano — entre 2006 e 2014, a corrente de comércio bilateral cresceu mais de 80%, tendo alcançado no ano passado US$ 2,37 bilhões —, estão tendo dificuldades para receber pagamentos por produtos e serviços, bem como para remeter dólares ao Brasil.
A eurodeputada portuguesa Ana Gomes defendeu hoje que o nepotismo e a corrupção têm mantido o silêncio dos ativistas detidos há um ano em Angola, bem como o regime de José Eduardo dos Santos no poder.
A construtora Centro Cerro, com atividade em Portugal e Angola, é uma das empresas que viram o Governo angolano fazer adendas a contratos para obras públicas, convertendo o investimento à taxa de câmbio de 2014, data das propostas.
O registo de vários casos de assaltos a chineses levou a Polícia Nacional (PN) a lançar um apelo, para não andarem com muito dinheiro e nem guardarem somas avultadas em casa.
Eis a história de como duas das principais figuras do MPLA tentaram comprar a Escom por 500 milhões. E de como o empreiteiro favorito de Ricardo Salgado se fez sócio da irmã de Eduardo dos Santos.