O clima de crispação volta a agitar as águas no seio da FNLA. Dois membros do Bureau Político do partido dos “Irmãos” nomeadamente, Laiz Eduardo e Ndonda-a-Nzinga, este último responde também pelas funções de Secretário Nacional de Informação e porta-voz daquela formação política, dirigiram uma carta ao Presidente Nimi-a-Simbi a exigir a convocação das reuniões do BP e do Comité Central, até o final de Agosto do ano em curso.
O Tribunal da Comarca de Luanda, Palácio Dona Ana Joaquina, começou, hoje, a julgar o activista Gelson Emanuel Quintas “Man Genas”, acusado de ter supostamente cometido os crimes de calúnia e difamação contra altas figuras da polícia Nacional e do Serviço de Investigação Criminal, acusando-as de estarem envolvidas numa rede de narcotráfico.
Três presidentes de associações de taxistas em Angola foram detidos por suspeita de associação criminosa, incitação à violência, terrorismo e atentado contra a segurança dos transportes, anunciaram esta segunda-feira as autoridades angolanas.
Higino Carneiro foi o primeiro, Valdir Cónego até pediu judicialmente a destituição de João Lourenço, mas o que mais atingiu as fileiras dos camaradas foi mesmo Paulo de Carvalho, que faz uma crítica ferozmente educada a João Lourenço.
“O primeiro alvo [do Governo] foram os taxistas, o segundo a sociedade civil e a seguir, vão fazer conexões com os partidos políticos”, previa Filomeno Vieira Lopes .
Luanda acordou sob forte dispositivo policial, apesar de as ameaças de protesto não se terem concretizado. O medo não acabou, o nervosismo também não. Ondas de choque dos tumultos atingem MPLA.
O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, manifestou hoje preocupação com a narrativa governamental sobre o envolvimento de “incentivadores à violência” e pediu um trabalho com isenção e responsabilidade.
O advogado do vice-presidente da Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) alertou hoje para o estado de saúde de Rodrigo Luciano Catimba, detido há mais de uma semana, considerando que este precisa de assistência médica.
Não é possível continuar a ignorar este grito do povo angolano, que quer ser livre da pobreza, da desigualdade e da ditadura. Cinquenta anos após o 25 de Abril, os portugueses conheceram a liberdade, mas os angolanos ainda não.
O Conselho da República de Angola apelou esta segunda-feira à população para manter uma postura cívica e ordeira, pautada "pelo exercício responsável e consciente" dos direitos e liberdades consagrados na Constituição e na lei.