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Quinta, 11 Abril 2024 12:41

Corredor do Lobito foi um dos projetos mais importantes nos países em desenvolvimento em 2023 - AFC

A Corporação Financeira Internacional (AFC, na sigla em inglês) anunciou hoje que 2023 foi o ano em que a sua atividade produziu mais impacto nos países em desenvolvimento, salientando o Corredor do Lobito como um dos projetos mais importantes.

"As iniciativas históricas incluíram a primeira central eólica no Jibuti, com a AFC a ser o promotor pioneiro neste país que pretende ser o primeiro em África completamente dependente de energias renováveis, o projeto ferroviário do Corredor do Lobito, com a AFC a ser também o principal promotor, juntamente com os Estados Unidos, a União Europeia e os governos de Angola, da República Democrática do Congo e a Zâmbia para mobilizarem a indústria e ligarem os oceanos Atlântico e Índico", lê-se no comunicado enviado à Lusa.

No documento, que apresenta um aumento de 15,3% no lucro de 2023, para 329,7 milhões de dólares (307 milhões de euros), com uma expansão de 17,3% nos ativos, para 12,34 mil milhões de dólares (11,5 mil milhões de euros), a AFC vinca que o ano passado "foi o mais impactante de sempre, com uma expansão sem precedentes de projetos e investimentos em áreas que vão da energia, transportes, minérios, alimentação e têxteis até à resiliência climática".

Citado no comunicado, o presidente e diretor executivo da AFC, Samaila Zubairu, afirmou: "No coração da nossa missão está o compromisso de garantirmos soluções impactantes para África, e isto guia todo e qualquer investimento que fazemos; o impacto da AFC é evidente na nossa abordagem orientada para soluções e no nosso compromisso inabalável com a implementação de projetos transformadores nos projetos africanos de infraestruturas, como a central eólica Red Sea Power, no Djibuti, ou corredor de transportes do Lobito, que estão a mudar a paisagem, potenciando o desenvolvimento sustentável para as comunidades locais e melhorando a trajetória económica dos países".

No ano passado e no princípio deste ano, a Corporação expandiu a sua presença em África, abarcando três novos Estados-membros, entre os quais está o lusófono São Tomé e Príncipe, além da Etiópia e do Burundi, para um total de 43.

A Corporação Financeira Africana é uma instituição multilateral de financiamento, detida pelos Estados-membros e criada em 2007 para potenciar o investimento privado em infraestruturas em África, tendo 43 membros e investido 12,7 mil milhões de dólares, cerca de 11,6 mil milhões de euros, desde então, de acordo com a informação disponível no site.

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