A entrevista de Álvaro Sobrinho à TPA trouxe de novo a questão da falência do ex-Banco Espírito Santo Angola (BESA) para o primeiro plano da actualidade. O antigo presidente-executivo disse que a falência do BESA foi uma "decisão política" ao que "os accionistas" responderam que estava a mentir.
Carlos Rosado de Carvalho
Não sei quem falta à verdade, mas sei que a culpa do que aconteceu do BESA não pode morrer solteira. A presunção da inocência impede-me de indicar culpados. Mas não faltam suspeitos, desde os gestores aos accionistas, passando pelos supervisores.
A administração de uma empresa é responsável pela sua gestão. As demonstrações financeiras do BESA desde a sua fundação até 2012 foram da responsabilidade de Álvaro Sobrinho.
Álvaro Sobrinho liderou o BESA por opção dos accionistas do BESA, a quem o BNA confiou a licença bancária. Por isso também são responsáveis. Acresce que existem indícios que em algumas das operações que conduziram o banco à falência podem estar envolvidos alguns accionistas ou entidades a eles ligadas.
De acordo com a lei, o BNA não só é obrigado a verificar a idoneidade dos accionistas, dos órgãos de gestão e fiscalização dos bancos, como também lhe cabe acompanhar a actividade das instituições bancárias.
É minha convicção que entre órgãos de administração e fiscalização, accionistas e entidades supervisoras não há "inocentes" no caso BESA. Falta "apenas" apurar o grau de responsabilidade de cada um.
Os únicos inocentes no caso BESA são os contribuintes angolanos, chamados a resgatar o banco com centenas de milhares de milhões de Kz.
Aquando da intervenção do BNA no BESA em Agosto de 2014, José Massano, o então governador do BNA que, por ironia do destino, é também o actual, disse que não previa "para já" a utilização de fundos públicos.
O resgate do BESA envolveu sim dinheiros públicos, no montante de 437,9 mil milhões Kz: 380,7 mil milhões Kz através do Grupo Ensa, que comprou activos "tóxicos" do BESA nesse mesmo montante, e 57,2 mil milhões Kz via Sonangol. A petrolífera pagou 28,4 mil milhões Kz na aquisição de uma participação de 39,4% no BESA e emprestou 28,9 mil milhões Kz à Lektron e à Geni para ajudar estas a tornarem-se accionistas do banco.
O caso BESA tem contornos criminais e políticos. Além da inevitável investigação da parte da Procuradoria Geral da República, a Assembleia Nacional também deveria constitui uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Expansão
O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, que há um mês apresentou um caderno reivindicativo até à data sem resposta da entidade patronal, vai reunir-se no sábado para definir a data da realização da assembleia dos trabalhadores.
Angola obteve um índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,581, que coloca o país na categoria de "desenvolvimento médio", no relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com dados relativos a 2017.
O Governo angolano decidiu, hoje, pôr fim ao Programa Angola Investe que, nos últimos quatro anos, concedeu, através da banca comercial, 120 mil milhões de kwanzas (361,5 milhões de euros) para financiar 515 projetos.
O Jornalista correspondente da France Press em Angola, Daniel Frederico também conhecido por “Jonas Pensador” foi intimado pela Administração do Distrito Urbano da Vila Flor em Viana a pagar uma multa no valor de 550 000 Kz, ( 2.750 Euros) por este ter orientado a escavação de buracos para sapatas para construção da residencia oficial do Delegado e da Delegação daquele orgão internacional em Angola .
A China vai abrir uma nova linha de crédito no montante de 11 bilhões de dólares a favor de Angola, ao abrigo de um acordo a ser assinado no decurso da visita oficial à China do Presidente João Lourenço, informou o África Monitor.
O Procurador-Geral da República angolana admitiu hoje a possibilidade de investigação das denúncias tornadas públicas pelo ex-presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA), salientando que, contudo, precisa de mais elementos.
O acordo deverá ser assinado durante a visita do primeiro ministro António Costa a Luanda na próxima semana a 17 e 18 de setembro.
O procurador-geral da República de Angola pediu mudança de atitude dos magistrados, na sua forma de agir sobre factos criminais, porque já estão criadas as condições para sua ação, que "até há pouco tempo não havia".
O regresso do corpo do general "Ben Ben" a Angola, 20 anos depois de várias tentativas, representa "mais um passo" na remoção dos obstáculos para a reconciliação nacional dos angolanos, disse hoje, em Luanda, o presidente da UNITA.