Os dados foram apresentados pela administradora da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Ana Miala, durante uma visita, que terminou esta quinta-feira, aos estaleiros da empresa CMHI (China Merchants Heavy Industry), na cidade de Nantong, China, liderada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
"Teremos a realização de uma nova província petrolífera em Angola, o que permitirá aumentar a credibilidade dos investidores na Bacia do Kwanza, possibilitando o fortalecimento da nossa economia com a arrecadação de mais receitas para o Estado", afirmou Ana Miala, citada pela ANPG.
Segundo a responsável, para além do potencial petrolífero --- que deverá ajudar a sustentar a produção nacional acima de um milhão de barris por dia ---, o projeto encerra um potencial de gás estimado em cerca de um trilião de pés cúbicos.
A Kaminho é o primeiro desenvolvimento na nova Bacia do Kwanza e integra dois campos: Cameia, com reservas estimadas em 231 milhões de barris, e Golfinho, com 141 milhões de barris.
Os trabalhos de reconversão da FPSO Kaminho, que está ser construída a partir da reconversão de um navio existente, encontram-se a 50% de conclusão, segundo o empreiteiro chinês, Saipem.
Parte dos componentes do pacote SURF --- equipamentos instalados no leito marinho --- estão a ser fabricados nos estaleiros da Petromar, no Ambriz, município do Nzeto, província do Bengo, com cerca de 90% de trabalhadores angolanos.
Um FPSO é uma plataforma petrolífera flutuante em forma de navio, ancorada no mar, que extrai o petróleo bruto do fundo do mar, processa-o a bordo e armazena-o nos seus tanques até à chegada de navios-tanque que o transportam para terra.
Neste caso, o FPSO está a ser construído a partir da reconversão de um navio existente --- processo mais rápido e barato do que construir de raiz --- nos estaleiros chineses da CMHI, sob supervisão da Saipem.

