Terça, 31 de Março de 2026
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Segunda, 30 Março 2026 20:25

“Riquinho rejeita acusações de burla no projecto de táxis em Angola”

O empresário Henrique Miguel, conhecido publicamente como Riquinho, rejeitou quaisquer acusações de burla no âmbito do processo de aquisição e distribuição de viaturas para o sector dos táxis, assegurando ter cumprido integralmente a sua parte na fase inicial do projecto.

Segundo o próprio, foram já disponibilizadas cinco viaturas do modelo Hiace a associações e cooperativas de taxistas, no quadro de uma primeira fase que antecede um plano mais alargado, envolvendo a aquisição de um total de 945 viaturas. O avanço para a segunda fase, explica, depende da entrada de novas instituições no financiamento da operação.

Riquinho sublinha que uma das principais dificuldades reside no facto de Angola não dispor de capacidade industrial para a produção local destas viaturas, obrigando à sua importação. Actualmente, refere, os poucos veículos disponíveis no mercado atingem valores na ordem dos 40 milhões de kwanzas, enquanto as instituições bancárias financiam apenas até cerca de 25 milhões, com prazos de pagamento de cinco anos.

Perante este cenário, o empresário defende a necessidade de medidas fiscais que permitam reduzir os custos de aquisição, nomeadamente através da diminuição dos direitos aduaneiros e do IVA, de forma a tornar as viaturas mais acessíveis. Acrescenta que o processo de importação e financiamento está a ser tratado em articulação com várias entidades, incluindo bancos, concessionárias, o Ministério das Finanças e a Administração Geral Tributária.

O responsável reconhece que se trata de um processo moroso, mas apela à compreensão dos interessados. “Quem já trabalha há 20 anos como motorista ou cobrador pode aguardar mais algum tempo”, afirmou, acrescentando que o projecto deverá concretizar-se entre 2026 e 2027.

Riquinho destaca ainda que a sua participação no projecto teve carácter voluntário, não assumindo compromissos contratuais directos com os beneficiários. “Não existe aqui qualquer burla. Fiz a minha parte”, reiterou.

O empresário revelou também ter submetido o projecto ao Presidência da República de Angola, considerando-o relevante para o sector, nomeadamente por ter contribuído para travar uma segunda greve dos taxistas. No entanto, afirma não ter recebido qualquer resposta desde Agosto do ano passado.

Face às críticas e à impaciência de alguns interessados, deixa uma posição clara: quem pretender abandonar o projecto é livre de o fazer, enquanto os restantes deverão aguardar pela sua concretização.

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