Numa publicação feita na sua página do Facebook, Marcolino Moco questionou se são o MPLA, enquanto instituição, ou “pessoas concretas e conhecidas” que estariam a contribuir para a degradação das relações humanas entre angolanos “de todos os matizes”, alegadamente por deterem o poder.
Segundo o antigo dirigente, um dos maiores problemas do MPLA reside no hábito antigo dos seus responsáveis evitarem apontar responsabilidades pessoais em situações consideradas graves e destrutivas, mesmo quando, afirma, os factos são do conhecimento público.
“Um dos grandes problemas da carismática organização política angolana, que dá pelo nome de MPLA, é o hábito, que vem de há muitos anos, de seus dirigentes ou seus homens de peso, em não apontarem responsabilidades pessoais sobre situações destrutivas graves”, escreveu.
Marcolino Moco referiu ainda que participou recentemente no velório do general Toca, descrito por si como um “grande amigo”, ocasião que, segundo explicou, serviu de reencontro entre veteranos ligados historicamente ao partido. No entanto, afirmou ter constatado um clima de inquietação entre antigos militantes, que aproveitavam o momento para discutir o estado actual do MPLA e o que classificou como abandono de alguns dos seus membros.
O ex-primeiro-ministro considerou que os problemas internos do partido têm impacto directo na estabilidade política, económica e social do país, acusando sectores ligados ao poder de promoverem uma excessiva “partidarização” e “pessoalização” do Estado angolano ao longo de décadas.
O antigo primeiro-ministro angolano e ex-secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, manifestou publicamente preocupação com aquilo que considera serem perseguições internas e um ambiente de silêncio no seio do partido no poder, criticando a ausência de responsabilização individual perante situações que, no seu entender, prejudicam o país e a própria organização política.
Numa publicação feita na sua página do Facebook, Marcolino Moco questionou se são o MPLA, enquanto instituição, ou “pessoas concretas e conhecidas” que estariam a contribuir para a degradação das relações humanas entre angolanos “de todos os matizes”, alegadamente por deterem o poder.
Segundo o antigo dirigente, um dos maiores problemas do MPLA reside no hábito antigo dos seus responsáveis evitarem apontar responsabilidades pessoais em situações consideradas graves e destrutivas, mesmo quando, afirma, os factos são do conhecimento público.
“Um dos grandes problemas da carismática organização política angolana, que dá pelo nome de MPLA, é o hábito, que vem de há muitos anos, de seus dirigentes ou seus homens de peso, em não apontarem responsabilidades pessoais sobre situações destrutivas graves”, escreveu.
Marcolino Moco referiu ainda que participou recentemente no velório do general Toca, descrito por si como um “grande amigo”, ocasião que, segundo explicou, serviu de reencontro entre veteranos ligados historicamente ao partido. No entanto, afirmou ter constatado um clima de inquietação entre antigos militantes, que aproveitavam o momento para discutir o estado actual do MPLA e o que classificou como abandono de alguns dos seus membros.
O ex-primeiro-ministro considerou que os problemas internos do partido têm impacto directo na estabilidade política, económica e social do país, acusando sectores ligados ao poder de promoverem uma excessiva “partidarização” e “pessoalização” do Estado angolano ao longo de décadas.
No texto, o antigo primeiro-ministro faz igualmente referência ao recente posicionamento do Bureau Político do Comité Central do MPLA em apoio ao Presidente João Lourenço, criticando o facto de o órgão ter manifestado apoio ao actual Chefe de Estado no contexto das disputas internas relacionadas com futuras candidaturas.
Moco aponta ainda alegadas perseguições contra o político Higino Carneiro, afirmando que o também general estaria a ser “judicializado” perante o silêncio de vários sectores do partido.
“Vemos outro candidato, Higino Carneiro, a ser despudoradamente ‘judicializado’, sob o olhar silencioso de todos”, escreveu.
O antigo dirigente alerta também para o risco de um agravamento das tensões políticas envolvendo a oposição, mencionando a UNITA e o seu líder, Adalberto Costa Júnior.
“Depois será o virar-se novamente contra a UNITA e o Adalberto Costa Júnior”, advertiu.
Marcolino Moco defende, por fim, a necessidade de uma “verdadeira reconciliação nacional angolana”, considerando que esse processo deveria começar dentro do próprio MPLA, sob liderança de João Lourenço, em vez da continuação de um ambiente de hostilidade política.
“Assim não construiremos país que nos sirva a todos. Nem só do poder se vive”, concluiu.

