Terça, 17 de Fevereiro de 2026
Follow Us

Terça, 17 Fevereiro 2026 11:58

Millennium BCP e Novo Banco recorrem ao Tribunal da Relação contra Isabel dos Santos

O processo iniciado em 2022 teve este mês um novo desenvolvimento, com as instituições financeiras a insistirem no pagamento de créditos no valor de 17,4 milhões de euros.

O Millennium BCP e o Novo Banco não desistem de cobrar uma dívida de 17,4 milhões de euros deixada por Isabel dos Santos e por uma das suas empresas, a Finisantoro Holding Limited, sediada em Malta, que detinha uma participação de 42% no EuroBic, que entretanto foi vendido ao Abanca, cuja integração completa ficou concluída em 2025.

O processo foi apresentado em julho de 2022 pelos bancos no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa e, embora não exista conhecimento público da sentença de primeira instância, as instituições financeiras deram entrada, no passado dia 9 de fevereiro, de um recurso de apelação no Tribunal da Relação de Lisboa.

A questão prende-se com o facto de a filha do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, bem como as empresas Finisantoro Holding e Santoro Financial Holding, terem contraído vários créditos junto dos bancos portugueses para a compra do EuroBic.

As participações de Isabel dos Santos no EuroBic estavam arrestadas preventivamente no âmbito de outros processos que correm contra a empresária angolana no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). No entanto, a venda do EuroBic ao Abanca, em julho de 2023, numa operação avaliada em 300 milhões de euros, terá dado à empresária angolana 127 milhões de euros, que, aparentemente, continuam retidos pelas autoridades judiciais portuguesas.

É deste valor que o Millennium BCP e o Novo Banco procuram ser ressarcidos pelos empréstimos que não foram pagos, que totalizam (capital e juros) mais de 17,4 milhões de euros.

Recorde-se que a entrada de Isabel dos Santos ocorreu em 2014, quando o empresário Américo Amorim decidiu vender a sua participação no então Banco BIC. Isabel dos Santos e Fernando Teles passaram a controlar a instituição financeira, que, em julho de 2017, mudou de nome para EuroBic.

O banco esteve sujeito a uma vigilância apertada por parte do Banco de Portugal, após a deteção de várias falhas no compliance, nomeadamente no que se refere à ausência de alertas sobre operações suspeitas de branqueamento de capitais.

Rate this item
(0 votes)