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Terça, 27 Abril 2021 10:41

Comandante da Polícia na Huíla recebe "Zungueira" que deu origem à confusão entre polícia e populares

O Comandante da Polícia Nacional, na província da Huíla, Divaldo Martins, recebeu nesta segunda-feira, 26 de Abril, em audiência, a vendedora ambulante, cujos meios foram apreendidos, o que provocou a reacção dos populares e consequente agressão contra agentes da ordem, no Largo da Sê Catedral de Lubango.

Numa nota de esclarecimento sobre a situação, a polícia naquela região aproveitou igualmente a ocasião para se desculpar dos excessos na actuação para além de informar a detenção de mais de cinco cidadãos envolvidos na confusão, em que também foi alvejado um cidadão, porém fora de perigo.

Em função de alguns vídeos que circulam nas redes sociais, em que é possível visualizar o apedrejamento de efectivos da Polícia Nacional, em serviço, por um grupo indeterminado de cidadãos, no Largo da Sê Catedral, no município do Lubango, o Comando Provincial da Huila, viu-se movido a esclarecer toda ocorrência à opinião pública.

Os factos, ocorreram no âmbito da fiscalização das regras estabelecidas para a venda ambulante, nos termos do Decreto Presidencial 82/21, de 09 de Maio, que estabelece as medidas excepcionais e temporárias a vigorar durante o Estado de Calamidade, em que uma patrulha do Comando Municipal do Lubango, interpelou uma vendedora ambulante, com o objectivo de multá-la, por violação das referidas determinações legais.

De acordo com os esclarecimentos da Polícia, durante a abordagem, e ao resistir à tentativa de apreensão dos seus meios pelo agente, a cidadã acabou por cair e embater com a cabeça ao chão.

Julgando que tal resultou de acto propositado de agressão do policial, um grupo de cidadãos deu início a um violento ataque com pedras e outros objectos, contra os agentes de autoridade.

"Da agressão, um agente foi atingido na cabeça com uma pedra. Por forma a salvaguardar a sua integridade física e a dos colegas, um dos efectivos fez disparos com a arma de fogo e atingiu a perna de um dos agressores. O mesmo foi imediatamente socorrido, por efectivos da Polícia, para o Hospital Central. Foi-lhe retirado o projéctil e o mesmo encontra-se fora de perigo", conforme se lê na nota.

O agente da polícia apedrejado foi suturado, tendo levado seis pontos na cabeça e já se encontra em casa, em convalescença.

Acto contínuo, a Polícia procedeu à detenção de seis dos agressores, que serão remetidos à Julgamento, por participação em motim, sendo que, caso considerados culpados, podem ser condenados a uma pena de prisão de até dois anos.

Para apurar, de facto, eventuais excessos dos efectivos durante a abordagem à cidadã, o Comandante da Polícia na Huila, Comissário Divaldo Martins, recebeu, no seu gabinete, a cidadã identificada por Maurícia FelicianaTchiteculo, a qual esclareceu não ter sido vítima de qualquer agressão directa por parte dos agentes da Polícia.

"Após esclarecer que a Polícia não está contra as vendedoras e que o seu trabalho se limita a fazer cumprir e respeitar as leis, e ter aconselhado a mesma a respeitar as regras estabelecidas para a venda ambulante, em relação aos horários e locais permitidos, Divaldo Martins apresentou expressamente um pedido de desculpas à cidadã, por eventuais excessos do seu efectivo e ordenou a devolução dos seus meios apreendidos", refere.

No entanto, esclareceu que aos agressores, além de levar à julgamento os seis ora detidos, o Comando da Polícia Na Huila vai continuar a diligenciar para capturar os restantes e garante que será implacável para qualquer acto contra a ordem pública em geral e contra os agentes de autoridade.

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