O grupo parlamentar da UNITA defendeu hoje que a independência de Angola não deve ser confundida “com os objetivos políticos de quem está no poder” nem a soberania do povo “com a autoridade do Estado”.
O Parlamento de Angola está a investigar 24 deputados - 16 do MPLA e oito da UNITA - supostamente envolvidos num esquema de aluguer de viaturas protocolares, informou à DW fonte parlamentar que participa no processo.
O jornalista português, Ricardo Costa, pediu desculpas, em rede nacional, depois de acusar, sem provas, que a UNITA teria negociado os resultados das eleições gerais de 2022 com o MPLA em troca da institucionalização das autarquias.
O grupo parlamentar do MPLA reafirmou hoje o seu compromisso para a institucionalização das autarquias locais, que continua a ser “um imperativo” da agenda política deste partido no poder em Angola.
O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, disse hoje que a governação de Angola tem sido feita “sempre através da aquisição de novas dívidas”, supostamente contratadas “semanal ou quinzenalmente”.
A oposição em Angola, liderada pela UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), enfrenta crescentes críticas por sua postura após as eleições gerais de 2022. O partido tem sido desafiado por setores da sociedade, especialmente jovens, que pedem uma abordagem mais combativa, inspirada no exemplo de Venâncio Melan, figura de destaque nas recentes eleições de Moçambique.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, negou, nesta sexta-feira, 17, ter negociado com o MPLA — com a participação conivente do governo português e de outros partidos na oposição —, o resultado das eleições de 2022, conforme afirmou o jornalista e comentador Ricardo Costa, durante um debate na estação televisiva SIC Notícias, na última terça-feira, 14.