A futura vice-presidente de Angola, Esperança Costa, agradeceu hoje a vitória dada ao Movimento Popular de Libertação de Angola nas eleições de 24 de agosto e disse que o partido apenas cumpriu a decisão da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
O presidente do MPLA foi à sede do partido, em Luanda, dizer que tem toda a legitimidade para governar nos próximos cinco anos, que o mau resultado em Luanda não tem importância porque não eram eleições locais e que a oposição pode, como a lei prevê, recorrer dos resultados.
O Presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva “Manico”, está a ser acusado de dispensar quadros que foram inicialmente recrutados para trabalhar na digitalização das actas eleitorais, e substituídos por alegados elementos dos Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), nos trabalhos ligados ao resultados eleitorais.
Ativistas da Sociedade Civil Contestatária angolana denunciaram perseguições e detenções arbitrária no período pós-eleitoral, lamentando terem sido impedidos de realizar uma conferência de imprensa, em Luanda, que estava prevista para esta manhã.
O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) venceu as eleições em Angola com 51% dos votos contra 44% da UNITA, segundo os resultados definitivos hoje anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
O Governo norte-americano apelou hoje aos angolanos para que “se expressem pacificamente” e instou a que “quaisquer reclamações” relativas às eleições de 24 de agosto sejam resolvidas ao abrigo da lei.
O militante veterano do MPLA, Engenheiro Civil, António Venâncio afirmou esta segunda-feira, 29 de agosto que está psicologicamente preparado para assumir uma derrota eleitoral do seu partido.
A Frente para a Libertação do Estado de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) reivindicou hoje a morte de 18 soldados das Forças Armadas Angolanas (FAA) em várias operações esta madrugada na área de Necuto, em Cabinda.
O antigo primeiro-ministro Durão Barroso considera que as últimas eleições em Angola foram um grande momento para democracia. Não querendo comentar os resultados provisórios, que apontam para uma vitória do MPLA, mas com contestação da UNITA, Durão Barroso espera que as divergências sejam ultrapassadas e que Angola se dedique ao desenvolvimento.
Tendo em conta a situação social e económica, Marques Mendes considera que "Angola precisa de um governo de unidade nacional", que junte o MPLA, o UNITA e cidadãos independentes