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Terça, 20 Janeiro 2015 22:02

Deputados do MPLA encaram com normalidade possível revisão do OGE

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, João Pinto, afirmou nesta terça-feira, em Luanda, que a sua bancada encara com normalidade a possível discussão de uma proposta de Revisão do OGE 2015, dado o actual contexto internacional, marcado pela queda do preço do crude.

Em declarações à imprensa, no final da reunião dos Líderes Parlamentares, para definir a agenda da Plenária de 19 de Janeiro, disse não ser novidade, pois já consta das recomendações da Resolução que aprova o OGE enviada ao Executivo.

Para si, a economia não é uma ciência exacta e o OGE é uma previsão que pode ser revista, caso as receitas arrecadas forem inferiores.

Essa revisão, disse, era de alguma forma "previsível", pelo que não há razões para qualquer polémica em relação a esse assunto.

"É previsível, porque a economia não é uma ciência exacta. Até a queda da chuva faz alterar as previsões económicas. Assim como em qualquer democracia, quando há um défice há uma revisão e quando há um superavit remete-se para a poupança do tesouro ou para as reservas estratégicas", vincou.

Explicou que a crise económica que afecta Angola "resulta da oferta do petróleo de xisto que os americanos estão a fazer e que cria variação na oferta do preço do produto.

"Não tem nada a ver com previsões orçamentais de economistas. É uma questão política, porque os EUA fizeram reservas estratégicas que foram geridas e, em competição com outros países, procuram oferecer ao mercado", expressou.

Lembrou que em 2008 Angola soube superar a crise económica mundial e nos anos de guerra viveu uma economia de guerra, daí reforçar que não há razões para polemizar a questão.

Já o líder parlamentar da UNITA, Raúl Danda, lembrou que a 13 de Novembro de 2014 o seu grupo parlamentar alertou ao Executivo que aquele OGE era "irreal", porque trazia despesas na ordem de 73 biliões de USD e o Executivo primeiro pensou no barril de petróleo no tecto dos 90 USD.

"Depois chegou à conclusão que o preço razoável seria 81 USD por barril, mas já estávamos na altura da discussão a ver que isso estava muito aquém desse valor. Sugerimos que se fizesse mais um esforço para poder reduzir as despesas", disse.

Na mesma senda, o líder da bancada da CASA-CE, André Mendes de Carvalho "Miau", disse que essa possível revisão deriva, de alguma forma, da não aceitação dos conselhos da oposição.

Lamentou o facto de, a seu ver, a bancada do MPLA "não dar azo para que os deputados das outras bancadas tenham poder de intervenção".

ANGOP

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