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Domingo, 22 Fevereiro 2026 12:49

Jonas Malheiro Savimbi: 24 anos após a morte, UNITA exalta legado e apela à reflexão nacional

Angola assinala hoje mais um aniversário da morte em combate do Dr. Jonas Malheiro Savimbi, Presidente Fundador da UNITA, ocorrida a 22 de Fevereiro de 2002, nas matas do Luvuei, província do Moxico. Passados 24 anos daquela data, a efeméride é evocada pelo partido como momento de memória, gratidão e reflexão sobre o percurso político do país.

Revolucionário, patriota e pan-africanista, Savimbi é recordado pela UNITA como um líder de convicções profundas, que defendia a liberdade, a democracia, a justiça social e a dignidade dos povos africanos como valores inalienáveis. Ao longo da sua trajectória política e militar, lutou pela independência nacional e pela afirmação de Angola no concerto das nações africanas.

No plano continental, é destacado o seu envolvimento nos movimentos de libertação e na promoção da unidade africana, tendo participado na criação da Organização da Unidade Africana (OUA), fundada a 25 de Maio de 1963. Enquanto nacionalista angolano, Savimbi integrou o conjunto de líderes que conduziram o processo de independência, proclamada a 11 de Novembro de 1975, na sequência dos Acordos de Alvor.

A UNITA sublinha igualmente o papel do seu fundador no processo que conduziu à institucionalização do Estado Democrático e de Direito em Angola, formalizado em 1992 após os Acordos de Bicesse, considerando-o um dos timoneiros da abertura multipartidária e da consolidação constitucional.

Segundo o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, Savimbi deixa um legado de patriotismo, unidade, integridade e resiliência. O partido sustenta que o antigo líder colocava Angola e os angolanos em primeiro lugar, defendendo a necessidade de conciliar a pluralidade política e a diversidade sociocultural sob o princípio da “unidade na diversidade”.

Figura marcante e controversa da história contemporânea angolana, Savimbi foi simultaneamente admirado e criticado. Ainda assim, os seus apoiantes sublinham que era amplamente reconhecido pelo seu apego à pátria e pelo compromisso com as camadas mais desfavorecidas da população.

Num contexto que a UNITA caracteriza como de crise social e económica persistente — marcada por desafios como fome, pobreza extrema, corrupção e impunidade — o partido entende que a evocação da data deve servir para uma reflexão profunda sobre o percurso do nacionalismo angolano. Defende-se a necessidade de avaliar os activos e passivos do país independente, de modo a evitar a repetição de erros do passado e a promover compromissos políticos sustentáveis.

Para 2026, a UNITA aprovou o lema “2026 – Ano da Consolidação da Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder”, que, segundo o partido, constitui homenagem ao seu Presidente Fundador e reafirma o propósito de congregar patriotas angolanos em torno de objectivos comuns, priorizando a dignidade, a prosperidade, a estabilidade política e o desenvolvimento nacional acima de interesses partidários circunstanciais.

Ao assinalar a data, o Secretariado Executivo manifesta “profundo sentimento de gratidão” pela obra e ensinamentos de Jonas Malheiro Savimbi, considerando que o seu legado permanece vivo na memória colectiva de muitos angolanos e continua a influenciar o debate político nacional.

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