Segunda, 08 de Agosto de 2022
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Sábado, 04 Junho 2022 20:14

Integra do discurso eo Presidente do MPLA, João Lourenço em Mbanza Kongo

Integra do discurso eo Presidente do MPLA, João Lourenço, no acto político de massas realizado, este sábado, na cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire.

Mbanza Congo, 4 de Junho de 2022.

De Cabinda ao Cunene um só, POVO!

Uma só, NAÇÃO!

Viva o povo angolano, VIVA!

Viva o povo da Província do Zaire, VIVA!

Viva o nosso glorioso MPLA, VIVA!

Viva a OMA, VIVA!

Sim senhora, a OMA é uma grande organização. Viva a OMA, VIVA!

Viva a JMPLA, VIVA!

Viva a JMPLA, VIVA!

Muito obrigado, muito obrigado, JMPLA!

…. Zaire, Kyambote Kyenu, KYAMBOTE!

Kyambote Kyenu, KYAMBOTE!

Caros camaradas,

Vamos ter eleições, não é?

⁃ SIM !

Desde ontem que já não há dúvidas de que vamos ter eleições. Até já sabemos o dia: vai acontecer no dia 24 de Agosto, não é?

⁃ SIM!

Sempre que há eleições, os partidos políticos têm que dar entrada, no Tribunal Constitucional, de alguns documentos, entre os quais eu destaco a lista de candidatos do partido a deputados à Assembleia Nacional, o Programa do Governo do respectivo partido, entre outros.

Da lista de candidatos a deputados, há duas figuras que se destacam: a do próprio candidato a Presidente da República que também é candidato a deputado,  e do candidato a Vice-Presidente da República. Esses dois nomes se destacam e, por essa  razão, tomam os dois primeiros lugares, os dois lugares cimeiros na ordem de precedência.

Na lista de candidatos, o primeiro nome é do candidato a Presidente da República e o nome a seguir é o do candidato a Vice-Presidente da República.

O nosso partido aprovou essa mesma lista de candidatos a deputados, onde estão incluídos o candidato a Presidente [da República] e o candidato a Vice-Presidente. Só falta dar entrada junto do Tribunal Constitucional, o que vai acontecer o mais breve possível, dentro dos prazos.

O candidato a Presidente da República é conhecido, uma vez que a decisão não é tão nova assim, mas para o candidato a Vice-Presidente da República a decisão é muito recente. E, por ser muito recente, eu gostaria de vos apresentar esse mesmo candidato.

Aliás, deixa-me corrigir, essa mesma candidata. É da OMA, é uma senhora. É a camarada Esperança Costa que está aqui perante vós, para começar a ser conhecida nesta condição de candidata a Vice-Presidente da República.

Caros camaradas;

Querem ver mesmo a camarada como Vice-Presidente da República?

⁃ SIM!  

⁃ Então têm que votar no MPLA. Só votando no MPLA é que ela será realmente a Vice-Presidente da República.

Caros camaradas,

O MPLA é um partido que sempre fez uma aposta muito séria em duas importantes franjas da nossa população. Uma aposta séria na mulher e uma aposta séria nos jovens.

É o MPLA que, em Angola, introduziu o conceito de paridade no género. E não apenas o conceito. Na realidade, estamos a trabalhar para atingir a paridade. E em alguns órgãos já conseguimos. Conseguimos no Comité Central; e os camaradas vão ver agora na lista dos deputados e dirão, vocês próprios, se também conseguimos ou não atingir a paridade.

Pelo menos nos esforçamos para atingir a paridade também na lista dos deputados, porque entendemos que homem ou mulher são todos seres humanos que merecem o mesmo respeito, a mesma dignidade, mas sobretudo as mesmas oportunidades na vida.

A mulher angolana já demonstrou que é capaz de ser útil à nossa sociedade em qualquer posto. Nós temos mulher tractorista. Quem diria, há uns anos ver mulher tractorista! Temos mulher tractorista. Temos mulher mecânica, que desmonta motor de Camião. Temos ou não temos?

⁃ TEMOS!

Temos mulher piloto, não é piloto, comandante de voo. Não é de uma avionetazita. É comandante de Boeing Triple Seven, este Boeing grande que faz Luanda- Lisboa, Luanda- Paris, que faz os voos mais longos. Temos comandante de bordo mulher, temos mulheres ministras.

O sector da Economia, que sempre deu maiores receitas ao nosso país, sobretudo divisas, - estou a me referir ao sector dos petróleos-,  já teve uma mulher como ministra dos Petróleos. Estão recordados?

Temos mulheres governadoras, deputadas, que agora será em número maior; vão aparecer em número maior para fazer a paridade com os homens. Temos mulher - e agradeço que se levante -, Vice-Presidente do MPLA. É ou não é?  

-É !

Vice-Presidente não de qualquer partido, porque há partidos e há partidos. Não somos todos iguais, embora alguns digam que sim, que somos todos iguais. Não é verdade.

A camarada Luísa Damião é Vice-Presidente de um dos maiores partidos políticos de África, senão do mundo.

Então, se um dos maiores partidos políticos do continente tem uma mulher Vice-Presidente, Angola não pode ter uma Vice-Presidente da República?

⁃ PODE!

⁃ Pode, sim senhora! Pode, sim senhora, e vamos trabalhar para que, no futuro  - não sei quando - Angola possa vir a ter também Presidente da República mulher.

Estamos a caminhar para aí. Estamos a consolidar, pouco a pouco, a influência da mulher, não só no nosso partido, mas na sociedade angolana, porque sabemos que ela é capaz e, por ser capaz, não pode ser discriminada. Se tem capacidade, igual ou superior à do homem, por que razão é que vai ser preterida? É injustiça. E nós não queremos praticar injustiça, queremos ser justos.

Sabemos que no tempo colonial a mulher já foi muito discriminada. A mentalidade que havia é que os rapazes é que tinham que ir para a escola. As meninas só podiam aprender culinária e corte e costura.

Vamos continuar a pensar assim?

⁃ NÃO!

A mulher provou que é capaz de fazer tudo,  tudo o que nós fazemos. Aliás, faz algo que nós os homens não fazemos: que é gerar a vida, trazer o bebé à luz do mundo. Isso só a mulher pode fazer. O homem pode?

⁃ NÃO!

Então, elas estão a ganhar-nos. Elas fazem tudo o que nós fazemos e, acrescer a isso, ainda fazem algo que nós nem por milagre algum dia faremos: dar à luz.

Portanto, caros camaradas, vamos dar todo o apoio a essas duas camaradas: a Vice-Presidente do partido e a hoje candidata a Vice-Presidente da República.

Mas, se nós trabalharmos bem, daqui para frente até ao dia 24 de Agosto, tenho a certeza que ela vai ser a Vice-Presidente da República.

Caros camaradas;

Nós chegamos a esta histórica cidade de Mbanza Congo que tem sítios considerados patrimónios históricos e cultural da Humanidade, pela UNESCO, ontem. Coincidentemente, no dia em que convocámos as Eleições Gerais para 24 de Agosto.

É nossa obrigação, nossa, de todos nós, não estou a me referir apenas ao MPLA, fazermos tudo para credibilizarmos as eleições que estão aí a chegar.

Nós sabemos que há quem esteja a fazer precisamente o contrário. Alguém que, sendo angolano, procura descredibilizar, procura manchar as eleições do seu próprio país, eleições em que eles vão participar, eleições em que eles já são parte, porque estão na Assembleia, órgão que aprova as leis; porque estão na CNE, onde os partidos políticos com assento parlamentar estão. Estão nessas estruturas e, mesmo assim, em vez de procurar credibilizar algo que é de  todos nós - as eleições não são apenas para um partido- as eleições são para todos os partidos. As eleições são para todo o povo angolano.

Então, o correcto será que todos nós, partidos políticos, falo no plural, e não apenas do MPLA, e outras instituições que são chamadas a trabalhar para o sucesso dessas eleições,  façamos tudo bem feito, no sentido de credibilizar as eleições de 24 de Agosto.

Para o Presidente da República convocar as eleições ontem, é porque algumas instituições fizeram a parte que lhes compete. Pelo menos até  à  data de hoje ...

Algumas delas ainda têm tarefas por realizar daqui para a frente, até ao fecho das eleições.

Foi possível convocar as eleições, porque o Executivo cumpriu com a sua parte, naquilo que lhe compete até a esta data; foi possível convocar as eleições porque a Comissão Nacional Eleitoral, onde estão vários partidos, também cumpriu com a parte que lhe compete até à presente data; foi possível convocar as eleições porque o Tribunal Constitucional garantiu ter criadas todas as condições para, a partir de segunda-feira, começar a receber os processos dos partidos políticos interessados em concorrer para estas eleições de 24 de Agosto; foi possível  convocar as eleições, porque outras instituições, a comunicação social e outras, vêm cumprindo também as suas obrigações e continuarão a fazê-lo até ao encerramento das eleições.

Portanto, nós apelamos a todos os partidos políticos que assumam o seu verdadeiro papel de educadores, de pacificadores, que trabalhem não apenas com os seus militantes, com os seus membros, mas que trabalhem com toda a sociedade, com todo o povo, porque quem vota não são só os membros, quem vota são os angolanos.

É nossa obrigação trabalharmos com todos, no sentido de garantir que essas eleições decorram dentro do maior civismo possível, onde cada um procurará, com o seu programa, convencer o eleitorado de que é melhor, de que é a aposta certa para governar o país nos próximos cinco anos.

Têm de ser os partidos políticos a desencorajar qualquer tipo de violência, a desencorajar qualquer tipo de intolerância política. Essa responsabilidade é nossa. Não pensem que devemos deixar que as coisas aconteçam e depois basta chamar a Polícia para pôr ordem. Nós não queremos dar trabalho à Polícia. Se nós os partidos políticos fizermos bem o nosso trabalho, a Polícia não terá trabalho. A Polícia não terá necessidade de impor a ordem, porque, preventivamente, nós os partidos políticos já teremos feito o nosso trabalho junto dos nossos membros, dos nossos militantes, amigos e simpatizantes. Mas também junto do povo angolano, junto dos cidadãos, junto de toda a sociedade, para que as eleições próximas decorram da melhor maneira.

Caros camaradas,

O MPLA tem vindo à rua realizar este tipo de actos de massas com algum sucesso um pouco por todo o país. Mas nós insistimos na necessidade de não ficarmos por aqui. Os comícios são muito bons, mas precisamos de fazer o trabalho porta-a-porta. Precisamos de convencer primeiro os nossos próprios familiares em casa. Precisamos de convencer os nossos vizinhos. Precisamos de convencer os nossos amigos, os moradores da nossa rua,  os moradores do nosso bairro, a votarem certo. E votar certo, no nosso entender,  é votar no MPLA.

Votar certo é votar no MPLA, porque ainda vai levar muitos anos até que surjam, em Angola, partidos sérios como o nosso MPLA.

Eles falam muito na necessidade de alternância, mas há um velho ditado que diz que "cavalo que ganha não se troca, não se muda". Sabem que há alguns países no mundo que fazem corridas de cavalo, não é?

⁃ SIM!

⁃ Então,  esta expressão “cavalo que ganha não se muda”, tem a ver com essas corridas de cavalo.  

Quem tem vários cavalos, cinco cavalos, e entre os cinco, há um sempre vencedor, quando há corridas é óbvio que ele não vai trocar esse cavalo. É ou não é?

-É!

Só se estiver coxo, o que não é o caso. O MPLA não está coxo. O Virgílio Fire acabou de dizer que o MPLA não treme. Então se o MPLA não treme, o povo angolano tem que continuar a confiar no vencedor, que é o MPLA. Aquele que já deu provas de seriedade, que o que diz, faz. Fala da paridade do género e cumpre. O povo vai tirar esse partido que sempre esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, nos momentos da guerra?

O MPLA esteve sempre ao seu lado, na hora da decisão... o povo vai nos trair?

⁃ NÃO!

É óbvio que não! É óbvio que não!

O partido cujo Executivo, apesar da COVID - dois anos de COVID-19 não é pouco. Dois de cinco, é quase  metade do mandato, não?

Praticamente metade do mandato! Não se podia trabalhar...

  Por causa da COVID, estávamos todos fechados, mas o MPLA, por amor a este povo, na calada da noite, foi trabalhando.

Só assim se pode compreender que as inaugurações estão aí a sair, a nascer como cogumelos. É ou não é?

⁃ É!

Portanto, esse partido cujo Executivo não parou de procurar satisfazer as necessidades do Povo, mesmo com dois anos de COVID, que lhe deixou praticamente apenas metade do mandato disponível para trabalhar a sério, é o MPLA, só o MPLA, é que podia fazer isso.  

Outros, nesta altura, estariam a dizer "não, não tenho hospitais, não tenho água, não tenho energia, porque a COVID-19 não me deixou". Nós não estamos a apresentar a COVID-19 como desculpa para quase nada.

É verdade que a COVID-19 dificultou. Dificultou sim senhora. Dificultou!

Sem a COVID teríamos feito muito mais. Mas com a COVID fizemos bastante. Sem a COVID, teríamos feito muito mais. Teríamos tido mais, mais Cafus. Estou a referir-me à solução para a seca no sul de Angola.

Sem a COVID, teríamos feito mais hospitais, mais estabelecimentos de ensino, teríamos resolvido muito mais problemas.

A COVID dificultou, mas não impediu em absoluto. E só assim se compreende que, mesmo assim, o PIIM está aí a concluir e a colocar à disposição das populações, todos os dias, infra-estruturas sociais, centros médicos, escolas. Só não vê - eu não diria só não vê quem não quer- só não vê quem está de má-fé. Faz-se de cego sem ser cego. E Deus pode castigar. Quem se faz de cego sem ser cego, algum dia vai acordar mesmo cego.

Vamos sim continuar a trabalhar depois de Agosto. Porque até Agosto faltam dois meses. Mas não vamos cruzar os braços, vamos trabalhar até ao último dia. Mas em dois meses já não se faz muito. Vamos concluir o que for possível concluir. Mas vamos continuar a trabalhar depois de Agosto, porque sabemos que vamos merecer a confiança deste povo, nas eleições do dia 24 de Agosto.

Aqui para esta província do Zaire, quando digo que vamos continuar a trabalhar, vamos efectivamente construir a já anunciada Refinaria do Soyo. Não é só Cabinda que vai beneficiar de uma refinaria. A província do Zaíre vai ficar com uma refinaria maior que a de Cabinda.

A refinaria da província do Zaire, que vai ficar no Soyo, vai refinar, pelo menos, cem mil barris de petróleo dia. São muitos produtos refinados em grande quantidade que vão sair desta refinaria, não apenas para o consumo interno do país, mas também para exportar para os países vizinhos e, quem sabe, para mais longe. Mas o mais importante não é só o facto de vir a produzir produtos refinados, que vai fazer com que reduzamos consideravelmente a importação de produtos refinados, poupando divisas.

Para mim, o grande ganho deste projecto são os postos de trabalho que ele vai criar, quer na fase de construção, quer na fase posterior, ou seja, quando entrar efectivamente em funcionamento, já a funcionar como refinaria.

Numa fase e noutra, dará sempre emprego. Preferencialmente, e faço votos que assim venha a ser, os jovens da província do Zaire que encontrem emprego neste grande projecto da refinaria de petróleo da cidade do Soyo.

A província do Zaire vai ganhar ainda - e o lançamento da primeira pedra vai acontecer ainda este mês, creio -, uma grande fábrica de fertilizantes, que também vai dar emprego e vai resolver, em parte, a falta de fertilizantes que já começa a acontecer no mercado internacional, porque um dos países maior produtor de fertilizantes, fruto do conflito que se vive na Europa hoje, reduziu a sua produção e tem dificuldades de exportação para o mercado internacional. Estou a referir-me à Ucrânia.

Vai haver déficit de fertilizantes. E quando não há fertilizantes, não há comida. Menos fertilizantes significa menos alimentos, porque a produção agrícola em grande escala exige a utilização de fertilizantes em grande quantidade. O nosso país, até agora, não é produtor de fertilizantes. E a província do Zaire terá o privilégio de ser a primeira província a ter produção industrial de fertilizantes para todo o país.

O Zaíre já é a primeira província a produzir gás associado no complexo LNG no Soyo. Vai passar agora a ser o primeiro fabricante de fertilizantes do país.

Caros camaradas,

Esta cidade de Mbanza Congo é uma cidade histórica. É uma cidade histórica porque foi- eu não digo que é, uma vez que o reino já não existe-, a capital do Reino do Congo, um reino que se estendia por territórios que hoje pertencem em parte a Angola, parte ao actual Congo Democrático, parte ao actual Congo, um pouco ao Gabão, a sul da província do Zaire e ia até Luanda. O reconhecimento veio da própria UNESCO, ao considerar alguns sítios desta cidade como sendo património histórico cultural da Humanidade. Portanto, não nos pertence só a nós, aos habitantes da província do Zaire, não pertence só aos angolanos, mas pertence a todos os cidadãos do mundo.  

Quando se diz património da Humanidade, significa que os donos deste património são todos os cidadãos do mundo. Isto é algo muito significativo. É algo muito significativo! E, mais uma vez, a província do Zaíre aparece como sendo a primeira. Eu dizia, há bocado, foi a primeira a produzir gás associado e será a primeira a produzir, de forma industrial, fertilizantes. E foi a primeira a ter sítios reconhecidos por uma instituição internacional, a UNESCO, como património da Humanidade.

Não temos outros sítios no nosso país que tenham sido já, a exemplo do que aconteceu com Mbanza Congo, reconhecidos como património da Humanidade.

Portanto, a província do Zaire tem essas características. Em muitas coisas está em primeiro lugar, primeiro ela, e depois os outros.

Vamos conseguir que outros sítios, e em outros pontos de Angola, também mereçam o mesmo reconhecimento da UNESCO. Estamos a trabalhar para isso. Mas tudo isso, para dizer que o facto de os sítios reconhecidos como património histórico-cultural da Humanidade estarem ou terem muito próximo deles uma pista de aviação, a UNESCO não recomenda. Por outras palavras, para ser mais simples, esta pista de aviação, onde eu aterrei ontem, tem que ser retirada dali o mais rápido possível. Não está bem aí. Temos que tirar dali essa pista. Mas, ao tirarmos dali essa pista, temos que construir outra, num local que não colida com os monumentos que são considerados património da Humanidade.

E, pensando na expansão da cidade de Mbanza Congo, o certo é colocarmos o novo aeroporto -  lembrem-se que não estou a falar em nova pista, o novo aeroporto é muito mais do que uma simples pista - a uma distância da sede da província, que não colida com os planos directores de expansão desta cidade de Mbanza Congo.

Vamos construir, para não dizer estamos a construir, uma vez que já se lançou a primeira pedra e montou-se o estaleiro. Estamos a construir um novo aeroporto de Mbanza Congo, um aeroporto que dignifique a importância internacional que esta cidade de Mbanza Congo tem, pelas razões que expliquei, e que ficará localizado a cerca de 32 quilómetros daqui da cidade de Mbanza Congo.

Vamos construir um aeroporto que permita que se possa fazer turismo cultural, que os cidadãos do mundo que também são donos deste património, sempre que quiserem vir visitar os sítios aqui na cidade de Mbanza Congo, o possam fazer sem necessidade de passar por Luanda, que possam voar de qualquer parte do mundo directamente para esse aeroporto do Nkyende, a 32 quilómetros da cidade de Mbanza Congo.

E procuraremos trabalhar rápido. Vamos trabalhar rápido. Eu próprio vou controlar essa obra muito de perto. Tenho pressa! Tenho pressa em ver esse sonho realizado. Vou controlar muito de perto, para ver se, nos finais de 2024, conseguimos ter esse aeroporto aberto ao tráfico internacional.

Quando eu estive aqui na campanha eleitoral de 2017, foi-me dado a visitar as obras de um hospital, a que eu chamo um hospital gigante, aqui na cidade de Mbanza Congo, e que tinha as suas obras paradas, por razões de vária ordem, sobretudo a de ordem financeira. Nós precisamos de concluir esse hospital e colocá-lo ao serviço das populações.

Na minha condição de Chefe de Estado,  tenho que olhar para o país. E por ter que olhar para o país, às vezes surgem prioridades noutros pontos do país, que são atendidas primeiro, em detrimento de outras. Daí o facto de, só agora, termos encontrado a possibilidade de concluir esta obra que eu reputo de grande importância. As obras praticamente já começaram, o estaleiro está montado, e parar por umas horas é só para eu vir cortar a fita e logo a seguir abrir ao público. Portanto, essa obra já não vai parar, esta é a garantia que eu gostaria de deixar.

 Já não existe constrangimento de nenhum tipo, nem de ordem financeira, nem de qualquer outro procedimento administrativo que impeça o arranque e término desta grande obra do Hospital de Mbanza Congo.

Há algumas vias de comunicação aqui nesta província que com certeza tiram o sono ao senhor governador. Vias que têm que terminar, e vão terminar. Estou a referir-me ao troço Mbanza Congo- Madimba e ao troço Mbanza Congo-Cuimba- Buela, que vamos concluir. A solução chega tarde, mas costuma-se dizer que antes tarde do que nunca.

Portanto, as  populações destas localidades que fiquem descansadas, que essas estradas vão ser atacadas na primeira oportunidade. Mas vamos começar também dentro de dias, quer dizer, dentro de pouco tempo, com a obra de reabilitação do troço Nzeto-Soyo, com destaque para as obras que nós sabemos que têm criado dores de cabeças a muitos automobilistas, que é a famosa Ponte dos Mangais. Esse problema vai deixar de ser uma dor de cabeça para os automobilistas. A Ponte dos Mangais - e se eu estou a anunciar é porque eu tenho a garantia de que as condições estão todas criadas, financiamento, e outras -, caso contrário eu não me arriscaria a vir falar desses projectos aqui, perante os cidadãos da província do Zaire.

O mesmo empreiteiro que vai fazer Nzeto-Soyo e a Ponte dos Mangais também vai fazer o troço Casa da Telha-Estrada Nacional 100. Casa da Telha, no Tomboco, a ligar a Estrada Nacional 100. Esse troço ficará pronto, mais  ou menos, na mesma altura que ficará o troço Nzeto-Soyo. Vamos ainda concluir uma obra que está em curso - felizmente essa não está parada. Trata-se das infraestruturas integradas do Nzeto. Portanto, vamos ter um Nzeto diferente, quando concluírem as infra-estruturas integradas dessa cidade.

Há um dito popular que diz - eu não quero me colocar na condição de velho né, embora já seja avô... há um dito popular que diz: “o vovô chegou, a fome acabou",  não é?

O vovô chegou, a fome acabou. E eu sei que a juventude desta província tem fome de habitação. Tem fome de habitação. E o vovô chegou e vai alimentar o desejo da habitação.

Portanto, gostaria de anunciar a decisão de construirmos duas centralidades. Uma aqui na cidade de Mbanza Congo e outra na cidade do Soyo. Cada uma delas com 1.500 casas. Portanto, serão 3.000 casas, repartidas entre duas cidades: a cidade capital e a cidade do Soyo. Mas não nos ficamos por aqui. Queremos também dar aos mesmos jovens. Toda a atenção é para vocês, para a juventude,  não só habitação, mas melhor ensino, melhor educação. Então, estamos a anunciar que decidimos construir, aqui na cidade de Mbanza Congo, instalações de raiz - isso depois o sector vai definir, se será uma universidade ou um instituto superior. Talvez um instituto superior, se tivermos em conta a indústria petrolífera que está aqui bem enraizada na província, se tivermos em conta a indústria de fertilizantes que já foi anunciada, se tivermos em conta um conjunto de projectos privados de extracção de minerais de todo tipo aqui na província do Zaire, talvez fosse mais avisado que fosse um instituto superior politécnico.

Portanto, fica claro, do pouco que eu falei, da atenção que este Executivo dá à saúde, referi- me à conclusão do hospital, à habitação, referi-me à construção das centralidades, à educação, ao anuncio do projecto de construção do instituto superior.

O MPLA está a trabalhar seriamente nesses domínios: da saúde, educação, emprego, criação de emprego, água, energia, trabalhar para o aumento do poder de compra dos cidadãos. Enfim, tudo virado para o bem-estar social das nossas populações, com a particularidade de um olho muito especial para uma franja da nossa sociedade, que é a juventude.

Portanto, caros camaradas, eu não queria ser cansativo, eu agradeço o acolhimento que eu e a minha delegação tivemos, ontem à nossa chegada.

Agradeço a essa moldura humana, que se juntou aqui com populações vindas dos vários municípios que compõem esta província. Portanto, muito obrigado, Zaire.

O meu apelo é continuarmos a trabalhar junto das populações, não é junto dos militantes, junto das populações, trabalharmos para garantirmos que o cidadão no dia 24 de Agosto vá efectivamente às assembleias de voto exercer o direito que a Constituição lhe confere e, preferencialmente, que vote certo, que vote naquele que, mesmo com a COVID, mesmo com todos os contratempos, não deixou de pensar na resolução dos principais problemas do Povo.

Muito Obrigado! Obrigado, Zaire!

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