Sexta, 20 de Março de 2026
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Um dos sintomas do baixo nível do discurso político de Angola, esta nesta luta para saber “quem iniciou a guerra contra o colono”, pois se assume que quem iniciou a luta teria legitimidade para governar.

Quarta, 02 Fevereiro 2022 12:49

Em defesa de Rafael Marques - Sousa Jamba

No portal Maka Angola o activista Rafael Marques escreveu um ensaio que está a gerar muita discussão. O ensaio que afirma que o presidente João Lourenço falhou redondamente em concretizar as promessas de 2017, está a ser visto como uma espécie de reviravolta na opinião de Rafael Marques, que ultimamente tem sido acusado de estar a cantar do hinário do MPLA.

Em fim de mandato, chega-se à conclusão de que João Lourenço não foi capaz de orientar Angola para o rumo de que o país precisa. O trauma da cleptocracia não foi sanado, a administração pública continua disfuncional, não se fez a revisão constitucional, tudo continua a funcionar à mercê de interesses particulares e velhos hábitos enraizados. A ideia de bem comum permanece uma miragem. E sem isso nunca se chegará ao pleno Estado de Direito.

Sair de cavalo para burro com a idade dele não é normal, mas ele quis assim: Claro que penso nele, como angolano, como ser humano e como pai de filhos e até poderia escrever esta crônica com lágrimas no rosto.

A diplomacia hoje é concretamente sinônimo de poder, é sinônimo de influência, é sinônimo de lobbies, de abertura internacional, de alianças estratégicas, é sinônimo de desenvolvimento econômico, e sendo esta um instrumento da política externa àqueles que o executam devem ser altamente preparados e competentes, caso queiram mostrar resultados a favor do próprio Estado, e por incrível que pareça o MIREX decai a cada dia que passa por falta de programas estratégicos político-diplomáticos e por falta de coordenação organizativo-funcional que envolvem as nossas Embaixadas e Consulados.

Sábado, 29 Janeiro 2022 01:10

MPLA desistiu de descobrir a mão criminosa?

No dia 10 de Janeiro, o incêndio da sede distrital do MPLA ao Benfica, em Luanda, na sequência de uma greve de taxistas, suscitou de Bento Bento, o responsável provincial do partido, uma rápida e enérgica reacção.

As mais recentes conclusões da Transparência Internacional sobre a percepção melhorada da corrupção em Angola levantam sensações e leituras antagónicas. Mais do que isso, enfatizam o desleixo e a leviandade com que, muitas vezes, somos observados a partir de fora.

Por isso, é aqui onde os partidos da oposição política devem jogar se calhar o seu papel mais importante neste processo eleitoral que para o MPLA vai ser de vida ou morte. Pois eles sabem que sem fraude eleitoral eles nem como oposição se calhar vão servir, dado os tantos crimes cometidos em quase meio século de gestão criminosa do país.

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