O regime autoritário do MPLA em Angola nasceu de uma guerra civil que, pelos vistos, ainda não terminou, pois regime que nasce torto não endireita. Como demonstra o caso de Luaty Beirão.
Em 36 anos no poder em Angola, José Eduardo dos Santos já viveu todo o tipo de crises e sobreviveu afastando todos os seus rivais políticos e militares. Tornou-se mestre em usar o dinheiro ou manipulações para impor a força do seu regime. Mas a invulgar dureza da atual situação económica e o delicado momento político fazem com que, pela primeira vez, dê sinais de fraqueza.
O ativista Luaty Beirão, em greve de fome há 30 dias e um dos 17 acusados da preparação de uma rebelião e um atentado contra o Presidente de Angola, pretende ser julgado apenas como angolano, disse hoje a família.
Numa Europa que nunca hesitou em interferir em pátria alheia, é impressionante a impunidade de que José Eduardo dos Santos beneficia para manter o seu regime de corrupção e ataque aos direitos humanos. Portugal, como principal parceiro económico de Angola, tem especiais responsabilidades nesta vergonha diplomática.
O deputado Paulo Lukamba “Gato” é o primeiro candidato à presidência da UNITA a formalizar a sua intenção ainda esta semana, informou ontem ao Jornal de Angola uma fonte da direcção do partido.
O homem que morreu no domingo a bordo de um voo para a Irlanda é, afinal, brasileiro, e a passageira detida posteriormente por suspeita de tráfico de droga é angolana, retificaram hoje as autoridades locais.
Os advogados de Luaty Beirão vão reunir-se na terça-feira com o 'rapper' e ativista angolano, para tentar demovê-lo da greve de fome que mantém há 29 dias face à notificação, segunda-feira, do início do julgamento.
O Tribunal Provincial de Luanda começa a julgar a 16 de novembro os 17 ativistas acusados de prepararem uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano, informou hoje a defesa dos arguidos.
O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) refutou, em Luanda, que a situação política angolana seja estável, "quando na verdade o país tem presos políticos e o Governo agride, prende e mata pessoas".
O anúncio foi feito pelo chefe da divisão de segurança da maior rede social do mundo