Em declarações à imprensa, o porta-voz do SIC local, Agostinho Tchissingui Tiago, afirmou que os implicados já haviam sido detidos pela primeira vez em 2022, por extorquir entre 25 mil e 75 mil kwanzas às vítimas, para a sua inserção na caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas.
Esta acção considerada criminosa pelo SIC permitiu que os implicados arrecadavam mais de 10 milhões de kwanzas através do esquema fraudulento.
Desta vez, acrescentou, as investigações revelaram uma nova estratégia utilizada pelos suspeitos.
Disse que em vez de exigirem quantias elevadas, passaram a cobrar valores mais reduzidos, entre mil e dois mil kwanzas, numa alegada tentativa de evitar suspeitas e atrair um maior número de vítimas.
Explicou que os supostos burladores recebiam documentos como Bilhetes de Identidade e certidões de óbito, que, depois de confirmado o pagamento, forneciam aos lesados supostos Números de Identificação Policial (NIP), criados pelos próprios malfeitores.
O responsável alertou que os crimes de burla continuam a ser frequentes na província do Cubango, manifestando-se em diversas modalidades, desde falsas promessas de enquadramento em instituições públicas até esquemas relacionados com contas bancárias e outras formas de fraude.

