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Quarta, 07 Janeiro 2026 09:49

Trump exige que Caracas corte relações com China e Rússia

A administração de Donald Trump informou a líder interina da Venezuela que o país deve cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba como pré-condição para aprodução e venda de crude.

Segundo a cadeia televisiva ABC, que avançou a notícia, a Casa Branca quer que a Venezuela corte relações com esses países antes de permitir que volte a exportar o seu crude.

Até ao momento, o Governo provisório venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez desde que Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, no sábado, ainda não emitiu uma reação oficial às exigências comunicadas por Washington.

Já o Governo chinês considerou a alegada exigência dos Estados Unidos à Venezuela como um ato de intimidação. Questionada em conferência de imprensa sobre a informação avançada pela cadeia de televisão norte-americana ABC News, Mao Ning declarou que a Venezuela "é um país soberano e goza de plena e permanente soberania sobre os seus recursos naturais e todas as atividades económicas no seu território".

Mao qualificou a alegada pressão como "uso descarado da força" e afirmou que a tentativa de condicionar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos a uma lógica de "Estados Unidos primeiro" constitui um "caso típico de intimidação" que "viola gravemente o direito internacional, infringe seriamente a soberania da Venezuela" e "prejudica os direitos do povo venezuelano".

A porta-voz sublinhou ainda que os "direitos e interesses legítimos" da China e de outros países com relações económicas com a Venezuela "devem ser protegidos".

Na terça‑feira, durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), países como Colômbia, Chile, México e Brasil condenaram a intervenção dos EUA em Caracas e advertiram que a ingerência norte‑americana representa uma ameaça à soberania regional.

A exigência de romper relações com Pequim, Moscovo, Teerão e Havana aprofundaria um realinhamento geopolítico de Caracas, que historicamente manteve laços estreitos com esses países, em particular na esfera energética e financeira.

Petróleo a caminho dos EUA?

Esta terça-feira, Donald Trump fez saber, na sua rede social, que as "autoridades interinas" da Venezuela iriam vender entre 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo de "alta qualidade" aos EUA ao seu preço de mercado.

"Pedi ao secretário da Energia, Chris Wright, que execute o plano, imediatamente".

Trump adiantou que o dinheiro vai ser controlado por ele, mas que seria usado "em benefício do povo da Venezuela e dos EUA".

A Casa Branca está a organizar uma reunião, na Sala Oval, na sexta-feira com executivos de empresas petrolíferas sobre a Venezuela, na qual se esperam que participem representantes de Exxon, Chevron e ConocoPhillips, segundo uma fonte conhecedora da iniciativa, que solicitou o anonimato.

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