O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a quinta revisão ao programa de ajustamento financeiro de Angola, permitindo o desembolso imediato de 772 milhões de dólares, salientando a visão positiva das autoridades e o empenho nas políticas do programa.
Se, por um lado, a libertação dos depósitos em Kwanzas que os bancos estavam obrigados a realizar no banco central para cumprir 2 pontos percentuais os 17% de reservas obrigatórias em moeda estrangeira vai permitir aumentar a liquidez na economia em moeda nacional, por outro, o aumento da taxa de reservas em moeda estrangeira de 17% para 22% vai secar liquidez dos bancos em dólares.
A ministra das Finanças, Vera Daves, disse, nesta terça-feira, que o Executivo está a discutir e a avaliar as várias opções possíveis para apostar num segundo programa de financiamento junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), tão logo termine o actual, de um pacote de 4,5 mil milhões de dólares.
A Sonangol adiou o lançamento da alienação parcial das suas participações em blocos petrolíferos para o dia 14 de junho, que terá lugar no Centro de Convenções de Talatona, anunciou hoje a empresa angolana.
Três economistas, três visões diferentes. Depois da aprovação pelo Comité de Política Monetária do aumento das reservas obrigatórias em moeda estrangeira de 17% para 22% com o fim do cumprimento parcial em moeda nacional, Fernandes Wanda diz que vai desvalorizar, Heitor Carvalho que vai manter-se e Wilson Chimoco que vai subir.
Angola perde, diariamente, qualquer coisa como dois milhões de dólares, com a quebra nas exportações de 105 mil barris de petróleo. O especialista em mercado de petróleo, Patrício Kingongo, diz que esta situação já era de se esperar, face à quebra que se regista no volume de produção do crude.
O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu aumentar o coeficiente das Reservas Obrigatórias em Moeda Estrangeira, de 17% para 22%, e elimina a obrigatoriedade de cumprimento parcial em moeda nacional.