Quinta, 15 de Janeiro de 2026
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Vão para aí quatro meses que alertamos para o risco que Angola corre devido à excessiva influência de cidadãos portugueses em áreas estratégicas da vida económica angolana. A situação que se vive hoje em matéria de exposição de assuntos de Estado é bem pior do que aquela que se vivia quando levantamos esta questão pela primeira vez. A "penetração" portuguesa na Sonangol, facilitada pela forma como Isabel dos Santos escancarou as portas da companhia, cresceu exponencialmente.

O preço para comprar uma nota de 100 dólares nas ruas de Luanda voltou a descer ligeiramente na última semana, uma tendência que se regista desde as eleições gerais angolanas de 23 de agosto, sendo hoje já transacionado a 37.000 kwanzas.

Economistas antecipam cenário ruim para governação de João Lourenço. E não acreditam em mudanças profundas na Sonangol, apesar de novos nomes na petrolífera na era pós-José Eduardo dos Santos.

O preço para comprar uma nota de 100 dólares nas ruas de Luanda tem vindo a descer desde as eleições gerais angolanas de 23 de agosto e hoje já é transacionado a menos de 38.000 kwanzas.

O grupo da petrolífera estatal Sonangol vai vender a participação de 51% que detém, através da SONIP, na empresa de imobiliário Kora Angola, conforme autorização presidencial deste mês, à qual a Lusa teve hoje acesso.

A consultora BMI Research considera que o novo Presidente de Angola vai manter a atual política económica, o que significa que poucos progressos na implementação das reformas necessárias para potenciar o investimento, prejudicando a economia.

Se até 2014, a taxa de inflação e a taxa de câmbio se mantiveram estáveis, denotando uma estratégia eficaz na condução da política macroeconómica pelo Executivo, já a partir do segundo semestre do mesmo ano, instalou-se um clima de instabilidade e de incerteza no mercado, derivado de um grande desequilíbrio entre a procura e a oferta de divisas.

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