O preço para comprar divisas continua a derrapar nas ruas de Luanda, mas abaixo da depreciação do kwanza face às moedas norte-americana e europeia provocada pela introdução, este mês, do novo regime flutuante cambial.
O kwanza angolano voltou hoje a sofrer uma depreciação, desta vez de quase 2%, face ao euro, já com o efeito das novas limitações introduzidas esta semana pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para travar a especulação cambial.
A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que se Angola emitir nova dívida no mercado internacional arrisca-se a pagar uma taxa de juro ainda maior do que os 9,5% que suporta anualmente pela emissão de 2015.
A partir desta quarta-feira os bancos comerciais "podem aplicar, sobre a taxa de câmbio de referência" do Banco Nacional de Angola, "uma margem, para mais ou para menos, de até 2%".
Os bancos comerciais angolanos passam a estar obrigados, a partir de 01 de fevereiro, a adotar "mecanismos rigorosos" de registo das operações cambiais para o exterior, especialmente de Pessoas Politicamente Expostas (PEP), determinou o banco central.
As importações feitas por Angola em 2018 deverão render aos cofres do Estado angolano 130.861 milhões de kwanzas (590 milhões de euros), aumentando 10 por cento face ao ano anterior, nas previsões feitas pelo Governo.
O Governo angolano alertou hoje os operadores económicos para a especulação de preços de bens e serviços, tendo constatado que alguns estão a fazer a sua alteração sem respeitarem as normas estabelecidas pelo Regime de Preços.