Segunda, 09 de Março de 2026
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Segunda, 09 Março 2026 19:04

UNITA pede “justiça económica” para travar pobreza extrema no leste de Angola

A UNITA, lamentou hoje a "extrema pobreza" no leste do país e defendeu "justiça económica e a atribuição de uma percentagem das receitas dos diamantes para as populações locais, insistindo na criação das autarquias.

Segundo a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição), cujos deputados se encontram reunidos na província do Moxico, leste de Angola, os cidadãos naquela província enfrentam uma situação de "extrema pobreza e miséria".

"A situação social e económica da província é visível, o resto aqui dos nossos compatriotas é de pobreza extrema como se vë. Hà necessidade de se fazer diferente e do meu ponto de vista só as autarquias é que vão resolver", afirmou hoje o primeiro vice-presidente do grupo parlamentar da UNITA, Rafael Massanga Savimbi,

Em declarações na cidade do Luena, capital da província do Moxico, onde decorrem as XIII Jornadas Parlamentares da UNITA, o político defendeu a necessidade da implementação das autarquias, tendo lamentado a centralização do poder.

"Porque o governador [da provincia] está aqui, mas depois tudo está centralizado, tudo depende de lá [Luanda, centro do poder politico], e esta é a mensagem que queremos trazer [ás populações]", referiu.

Massanga Savimbi insistiu que as províncias do Moxico, Lunda Norte e Lunda Sul - circunscritas no leste de Angola, zona rica em recursos minerais, sobretudo diamantes-enfrentam várias carências, que seriam amenizadas "se os donos da terra [populações locais)" fossem valorizados.

Defendeu que, dado os recursos naturais que existem no leste do pais, "è importante que se encontre uma politica, um percentual do OGE [Orçamento Geral do Estado) das receitas que provém da venda de diamantes, por exemplo, que fiquem (...) para beneficiar o povo da região.

"Acho que seria uma justiça económica que se impõe, considerando os níveis de pobreza que se verificam nesta região do país", respondeu à Lusa.

Os deputados da UNITA iniciaram hoje visitas em vários municípios da província do Moxico, sobretudo a instituições pública, privadas, entidades tradicionais e mercados, enquadradas nas jornadas parlamentares, que se iniciam oficialmente na quarta-feira.

De acordo com Rafael Massanga Savimbi, também porta-voz das jornadas do seu partido, as atividades visam constatar a situação socioeconómica da província, sobretudo porque "a região leste está um pouco esquecida".

"Então, escolhemos a região leste, e mais precisamente a provincia do Moxico, para chamarmos a atenção ao Governo sobre a necessidade de olharmos para todo o país [e] para, mais uma vez, reforçarmos a nossa mensagem segundo a qual temos de realizar as autarquias locais", relterou.

A província do Moxico vai igualmente acolher o ato central das celebrações dos 60 anos da fundação da UNITA fundada em 13 de março de 1966, cujo ato central está agendado para sábado, no Luena. Antes, na sexta-feira, a direção da UNITA vai visitar a localidade de Muangai, onde foi fundado o partido.

Sobre os 60 anos da organização partidária, Massanga (filho do fundador do partido, Jonas Savimbi) considerou que o percurso de seis décadas não tem sido fácil, "marcado com altos e baixos", garantindo, contudo, que o partido se constituí atualmente numa "alternativa credível" para a mudança no poder.

"Neste momento, o interesse nacional comum é a mudança, é fazer com que quem está no poder ainda descanse para que outros surjam, claramente nós. E caberá nós trabalharmos para convencermos os angolanos que somos nós", concluiu o político, declarando acreditar na vitória eleitoral em 2027.

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