Governo impopular crio mais uma, a Comissão Administrativa da Cidade Luanda (CACL) anunciou hoje que vai passar a atuar a venda ambulante desordenada nas ruas da capital angolana com multas a partir de 45.009 kwanzas (quase 250 euros), equivalente a dois salários mínimos nacionais.
Jornalista ficou surpreendido com gravidade de penas a activistas. Diz que é uma tentativa de silenciar as ruas até às eleições de 2017. Critica António Costa por ter recebido Isabel dos Santos: nada vai mudar nas relações entre os governos de Lisboa e Luanda, diz
“Minha Terra minha mãe, meu canto meu teto, não estamos a passar por um momento fácil", afirmou o cantor angolano.
A segunda força da oposição angolana, CASA-CE, afirmou hoje que a Constituição foi "atentada e subvertida" com a condenação "encomendada" de 17 ativistas, com penas até oito anos de cadeia pelo tribunal de Luanda.
O Presidente angolano aprovou uma garantia soberana de 260 milhões de dólares (232 milhões de euros) para financiar a instalação, por uma empresa participada por privados, de um cabo submarino de fibra ótica entre África e América.
Quando Napoleão mandou matar um opositor, houve um deputado francês seu aliado que se lembrou de dizer: “pior do que ser um crime foi ter sido um erro”.
A condenação a penas de prisão de 17 activistas esta segunda-feira num tribunal de Luanda não passou ao lado da imprensa internacional. Luaty Beirão, o nome mais conhecido do grupo, foi condenado a cinco anos e meio de prisão. As penas totalizam 77 anos de prisão. A mais alta recaiu sobre Domingos da Cruz: deverá passar oito anos e meio na cadeia. Tudo começou com a leitura de um livro.
Num sistema de poder altamente centralizado como o de Angola, poucos duvidam de que foi José Eduardo dos Santos, e/ou alguns dos seus mais próximos e fiéis, a decidir e/ou assentir à condenação dos 17 “jovens revolucionários”. Tanto mais que as instituições da Justiça são manifestamente débeis. Depois da fase dos recursos, o regime pode decidir levar o processo até ao fim e fazer dos “revus” um exemplo para instalar o medo. Ou despachar tudo num perdão - e magnanimidade – presidencial.
Dentro de cerca de duas semanas, Angola vai completar 14 anos sem a ensurdecedora presença no seu quotidiano da destruidora guerra das armas, que teve a particularidade de ser essencialmente fratricida, sem se pretender passar ao lado de todo o protagonismo que os estrangeiros tiveram nela e dos vários lados das barricadas que se confrontaram.
A condenação dos 17 jovens por intenções revoltosas, a que juntaram a acusação de “associação criminosa” no final do julgamento, quer dizer que os juizes entenderam que o chefe queria que eles fossem condenados, fosse a que título fosse. Condenaram e assim cumpriram o seu papel. Este comportamento define o chefe. E uma Justiça que protege os vitoriosos e esquece os derrotados.