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Segunda, 31 Outubro 2022 18:27

Empresas angolanas devem apostar em Portugal como porta de entrada na Europa - governantes

Captar mais empresas e investidores angolanos para Portugal, que poderá ser porta de entrada na Europa, é o objetivo comum dos dois países, que pretendem revitalizar a criação do Observatório de Investimentos Portugal-Angola.

A intenção foi manifestada pelo secretário de Estado da Economia, João Neves, à saída de uma reunião com o seu homólogo, Ivan dos Santos, onde o reforço da cooperação entre os dois governos em matérias económicas esteve em destaque.

João Neves salientou que apesar da presença das empresas portuguesas ser já “muito forte” deve ser reforçada e que a cooperação deve permitir também que empresas de Angola apostem no mercado português como porta de entrada na Europa, com vantagens para ambos os países

O governante, que está em Angola com uma delegação de empresários portugueses ligados ao vestuário e ao calçado, bem como representantes do Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que vai inaugurar novas instalações da sua associada ISQApave, considerou que há possibilidade de concretizar investimentos em várias áreas.

“Temos tudo para fazer. Temos relações excelentes, mas há muito trabalho que podemos concretizar que permita que as relações entre os dois países sejam ainda mais fortes”, disse João Neves, acrescentando que uma das áreas em que gostaria “de colaborar tanto na indústria do vestuário e de calçado é a formação profissional”, lembrando que Portugal tem experiência nestes dois setores.

“Sabemos bem as orientações do governo angolano sobre a diversificação económica, mas sabemos também das dificuldades que todos os países têm em matéria de recursos humanos com a formação adequada a esses processos”, frisou.

Por outro lado, apesar das trocas comerciais terem aumentado 50% no último ano, ainda estão abaixo do nível pré-pandemia.

“Angola é o terceiro parceiro comercial de Portugal fora da União Europeia, é claramente uma prioridade reforçar a presença económica de empresas portuguesas aqui e de investimentos angolanos em Portugal”, insistiu.

Ivan dos Santos mostrou-se também confiante no aumento do número de empresas e investidores angolanos em Portugal e na Europa.

“Vamos ver e estudar a hipótese com Portugal, sendo membro da União Europeia, de garantir que as nossas empresas e investidores angolanos se possam sentir confortáveis no mercado europeu”, sublinhou

Um dos pontos abordados na reunião foi a criação de Observatório de Investimentos Portugal-Angola com o objetivo de avaliar sobre os fluxos de investimento dos dois países, que resulta de um acordo assinado em 2015

“Esteve parado por questões de agenda e da própria questão pandémica, mas é nossa intenção que as equipas técnicas retomem os trabalhos e que Angola possa beneficiar desta relação que tem com Portugal e com a Europa”, disse o secretário de Estado angolano, admitindo que ainda este ano sejam preparadas as reuniões técnicas para dar continuidade aos trabalhos.

Ivan dos Santos salientou que Angola conta atualmente com uma base económica mais diversificada, e não totalmente assente na produção petrolífera, pelo que está em condições de levar a produção nacional ao mercado europeu, com prioridade para o agronegócio.

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