Em Angola, os governantes são obrigados a declarar os seus bens. Mas a prática não é comum, apesar de estar prevista na Lei da Probidade Pública aprovada em 2010.
O ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos atribuiu a concessão, por 60 anos e cerca de 130 milhões de euros, dos terrenos da marginal da Corimba, em Luanda, conforme despacho presidencial a que a Lusa teve hoje acesso.
A administração da petrolífera Sonangol recusou hoje, em comunicado, acusações de discriminação de quadros angolanos na política de contratações, nomeadamente de portugueses, recordando que entre os 8.129 colaboradores ao serviço, apenas 20 são expatriados.
O Presidente angolano, João Lourenço, lamentou hoje as "perdas humanas dolorosas" provocadas por três acidentes rodoviários que, em 24 horas, mataram 16 pessoas nas estradas do país, exortando a uma condução mais segura e ao cumprimento da lei.
A petrolífera angolana justificou as mudanças internas. Quer que o "alargamento e especialização da equipa de gestão" traga capacidade de adaptação, agilidade e proatividade na resolução de problemas.
O ministro da Administração do Território e da Reforma do Estado angolano, Adão de Almeida, pediu hoje "disciplina e autoridade" à gestão do novo governador da província de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, que sucede no cargo ao general Higino Carneiro.
Um dos maiores desafios do novo presidente de Angola, João Lourenço, é "impor-se como Presidente", de acordo com o investigador Didier Péclard que hoje participou num colóquio sobre Angola, em Paris.
Economistas antecipam cenário ruim para governação de João Lourenço. E não acreditam em mudanças profundas na Sonangol, apesar de novos nomes na petrolífera na era pós-José Eduardo dos Santos.
A transição política de Angola esteve, hoje, em debate, em Paris, e uma das afirmações evocadas foi que o novo Presidente, João Lourenço, "nunca vai ser um novo José Eduardo dos Santos".
O porto de águas profundas de Caio, em construção no enclave angolano de Cabinda por 700 milhões de euros, deverá atingir a "plena capacidade operacional" no início de 2019, "um ano antes do previsto", anunciou a administração.