A escolha da empresa espanhola INDRA para assegurar a solução tecnológica e a logística das eleições gerais de 2027, em Angola, está a reacender o debate em torno da transparência e credibilidade dos processos eleitorais no país.
As mexidas levadas a cabo por João Lourenço, em 2024, na estrutura central do MPLA continuam a alimentar interpretações políticas que apontam para um reforço do seu controlo sobre o partido, numa fase em que a organização se prepara para o Congresso extraordinário de dezembro.
Um grupo de 14 pessoas, maioritariamente cidadãos vietnamitas, foram detidos, em Luanda, pelas autoridades angolanas por exploração sexual de 12 mulheres daquele país asiático, divulgou hoje o Serviço de Investigação Criminal (SIC).
A recente aprovação, na generalidade, pelo Parlamento angolano, da proposta de Lei do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS) tem gerado forte contestação entre os profissionais do sector do transporte informal.
O Bloco Democrático (BD) vai intensificar a mobilização de novos militantes com vista às eleições gerais de 2027, anunciou o secretário-geral do partido, Mwata Sebastião, sublinhando a necessidade de reforçar a estrutura organizativa num contexto político que considera exigente.
A nomeação do presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Manuel Pereira da Silva, como juiz conselheiro do Tribunal Supremo está a gerar debate no espaço público angolano, envolvendo juristas, jornalistas e cidadãos, com posições diversas e, por vezes, contraditórias.
A disparidade etária entre a população africana — maioritariamente jovem — e os seus governantes resulta, em grande medida, dos processos de descolonização e da posterior consolidação de partidos hegemónicos no poder. A análise é do investigador Miguel Silva, em declarações à Lusa.
O presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, afirmou que “quem trouxe a INDRA para Angola continua a beneficiar do erário público”, levantando suspeitas sobre a contratação da empresa responsável pelo suporte tecnológico ao processo eleitoral.
O jornalista Teixeira Cândido afirmou que “haverá um dia em que as pessoas vão se revoltar”, num tom de forte crítica ao actual sistema político angolano, durante um debate na Rádio Essencial. As declarações colocam em evidência a crescente tensão no espaço público e a desconfiança em relação ao funcionamento das instituições do Estado.
A nomeação de Pedro Mendes de Carvalho para o cargo de Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente João Lourenço, está a reavivar um dos episódios judiciais mais controversos da história recente de Angola: o processo conhecido como “15+2”.