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Sexta, 30 Julho 2021 11:16

Angola ajuda BPI a multiplicar lucro por quatro para 185 milhões de euros

O lucro do Banco BPI foi multiplicado por quatro no primeiro semestre deste ano, com a melhoria do resultado em Portugal, mas também com a ajuda de Angola.

"No primeiro semestre de 2021 o BPI registou um lucro consolidado de 185 M.€ (vs. 43 M.€ no semestre homólogo de 2020)", segundo o comunicado de resultados publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na operação em Portugal, o banco detido pelo CaixaBank obteve um resultado líquido de 84,4 milhões de euros, comparável aos 6,5 milhões alcançados no período homólogo. Houve menos imparidades de crédito – no ano passado, houve uma constituição significativa com o receio da covid-19 –, o que deu um contributo positivo de 73 milhões.

Já a nível de negócio, o BPI em Portugal teve um crescimento de 11,5% do produto bancário para 350 milhões, dinamizado por mais margem financeira (subiu 3,2%, com maior concessão de crédito) e por mais comissões (aumento de 11%, seja em crédito, seja em fundos, seja em seguros).

Os custos caíram 0,6% para 216,8 milhões, sobretudo com o alívio nos encargos com o pessoal, muito pelas saídas de pessoal no ano passado. Mesmo assim, no primeiro semestre, foram cortados 60 postos de trabalho (havia 4 562 trabalhadores em junho) – “saíram 97, mas entraram 37, o que quer dizer que o banco está a fazer a sua renovação”, explicou o CEO. Houve, no semestre, uma diminuição de 36 balcões (para 386 agências).

ANGOLA DÁ DIVIDENDO E DISTRIBUI RESERVAS
Já na atividade internacional, Angola ajudou o lucro consolidado a multiplicar por quatro. "O contributo da participação no Banco de Fomento Angola para o resultado consolidado foi 92 M.€ (que inclui os 40 M.€ do dividendo de 2020 e 50 M.€ da distribuição de reservas reconhecidos em resultados)", indica o comunicado de resultados.

“Foram duas operações em concreto que contribuíram para este aumento. O primeiro, com um dividendo ordinário, de 2020, de 40 milhões de euros, que já foi pago 52% desse mesmo valor, e esperamos em breve receber o restante; e também distribuição de reservas livres, correspondente quase a 80 milhões de euros”, explicou o CEO do banco na conferência de imprensa que se realizou esta sexta-feira, 30 de julho, em Lisboa.

“O BFA é um banco muitíssimo robusto, com uma atividade robusta, com uma atividade comercial em Angola muito estável, com rácios de capital muito acima de qualquer outro banco angolano” e foi por isso que os acionistas quiseram a distribuição desta remuneração. A remuneração acionista chegou ao BPI, com 48,1% desta instituição angolana, embora o Banco Central Europeu continue a pressionar o BPI para reduzir a sua posição.

Assim, o contributo das operações africanas, não só do BFA, mas também do moçambicano BCI, foi de 101 milhões de euros no primeiro semestre, face aos 36 milhões de um ano antes.

"RESULTADOS MUITÍSSIMO SATISFATÓRIOS"
São "resultados muitíssimo satisfatórios", segundo classificou João Pedro Oliveira e Costa, presidente executivo do banco, sendo que o comunicado de resultados diz mesmo que mostram um regresso a níveis pré-pandemia.

A nível de rácio de capital, o mais exigente (CET1) subiu ligeiramente aos 17,4% em junho, mês em que o rácio de exposições não produtivas (NPE), em que se encontra o crédito malparado, ficou em 1,5% da carteira de crédito total (26,5 mil milhões de euros, que verificou um avanço de 5,9% em termos homólogos). Nos recursos dos clientes, onde estão os depósitos, houve um aumento de 8,4% para 38,7 mil milhões de euros em relação a junho do ano passado.

O acionista único, o CaixaBank, também melhorou os resultados no primeiro semestre, chegando aos 4181 milhões de euros, face a 205 milhões atingidos no mesmo período de 2020. O resultado está influenciado pela fusão com o Bankia. EXPRESSO

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