Os 15 activistas angolanos que esta sexta-feira deixarão a cadeia para ficarem em prisão domiciliária serão vigiados pelos Serviços Penitenciários e pela Polícia Nacional e poderão receber uma pulseira de controlo a qualquer hora.
O economista moçambicano Carlos Castel-Branco considerou hoje que a governação em Angola é "fascista" e que o caso dos ativistas angolanos em julgamento é "bastante pior" do que aquele que o académico de Moçambique enfrenta no seu país.
A capital angolana, Luanda, está entre as províncias com previsão, para os próximos dois dias, de chuvas intensas e a ocorrência de descargas elétricas, alertou hoje o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET).
Começou, há cinco anos, a primeira das revoltas populares que varreu o norte de África e Médio Oriente. Uma mobilização difícil em Angola, onde a consciência social e política é mínima, diz o ativista Rafael Marques.
Desde 2011 que os jovens "revús" angolanos saiam à rua a exigir a demissão do Presidente José Eduardo dos Santos, mas em 2015 levaram o protesto ao destaque internacional, involuntariamente, quando 15 foram detidos, acusados de preparem um atentado.
O Tribunal Constitucional de Angola rejeitou o recurso apresentado pela defesa dos 15 ativistas em prisão preventiva desde junho, mas ordenou o fim da aplicação dessa medida de coação a estes jovens a partir de sexta-feira.
A projeção do nome de Luaty Beirão é muitas vezes superior à dos de Marcos Mavungo ou Arão Tempo, ativistas de Cabinda. Mas o alcance do julgamento de Beirão e dos outros jovens acusados de “golpistas” contra o presidente José Eduardo dos Santos já chegou a Cabinda. Há comunicação entre os ativistas de Luanda cabindas, e a situação deixa estes últimos mais animados.