As empresas da empresária angolana Isabel dos Santos que, em conjunto com a Sonaecom controlam a operadora NOS, consideraram hoje que o arresto das suas participações na empresa, anunciado no sábado, é “abusivo” e “excessivo”.
A covid-19 já entrou no vocabulário dos “musseques” de Luanda, onde os habitantes sabem como se proteger, mas temem os efeitos do estado de emergência que os proíbe de biscates e pequenas vendas que lhes garantem a sobrevivência diária.
O Tribunal congelou 26% da participação da Zopt, detida pela Sonaecom e por Isabel dos Santos, na Nos. É, pois, a Zopt que fica limitada nos direitos de voto e no direito de receber dividendos da Nos. Sonaecom vai contestar.
Tribunal Central de Instrução Criminal tinha arrestado em março 26,07% das ações da Nos, controladas indiretamente por Isabel dos Santos. Sonaecom vai contestar em tribunal.
“A minha patroa tem 21 anos e não sabe cozinhar. Deu-me um frasco de álcool em gel, máscara e disse para evitar acumulado de pessoas”, justifica à reportagem do Jornal de Angola uma cozinheira obrigada a trabalhar quase todos dias, por não ter sido dispensada durante o período de Estado de Emergência, em vigor desde o passado dia 27, para prevenir o contágio e propagação do Covid-19.
A covid-19 já provocou a morte de um padre angolano em França, estando atualmente internados dois cidadãos angolanos em Portugal e outros dois na China, anunciou a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta.
A Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA) disponibiliza a partir da próxima semana uma linha de produção de máscaras, para distribuição aos técnicos de saúde e centros de quarentena devido à pandemia da covid-19, foi hoje anunciado.