De acordo com a mesma fonte, os navios, que navegavam sob as bandeiras do Botswana e de Angola, foram obrigados a alterar a sua rota. O relatório descreve a situação como um caso de “trânsito não autorizado” numa das mais estratégicas vias marítimas do mundo, fundamental para o transporte global de petróleo.
As autoridades iranianas justificaram a ação como uma resposta direta ao que classificam como um bloqueio marítimo contínuo imposto por Washington. Embora não tenham sido divulgados detalhes adicionais sobre a carga ou o destino dos petroleiros, o episódio sublinha a fragilidade da segurança na região do Golfo Pérsico.
Entretanto, no início de março, o petroleiro de bandeira angolana “Sonangol Namibe”, que se encontra no Golfo Pérsico, registou um “incidente pontual”, consubstanciado numa explosão no convés. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre as causas ou eventuais consequências desse episódio.
O Estreito de Ormuz é responsável por uma parte significativa do fluxo energético mundial, sendo frequentemente palco de incidentes que refletem as tensões entre potências internacionais. Este novo episódio poderá intensificar preocupações nos mercados energéticos e na comunidade internacional quanto à estabilidade da navegação naquela zona crítica.

