Três dos oitos cidadãos feridos e hospitalizados, na sequência das manifestações de segunda-feira, 5, no Huambo, acabaram por morrer na madrugada desta quarta-feira e no Lubango a polícia disse que foram presas 66 pessoas na sequencia dos disturbios registados durante as manifestações de protesto contra o aumento do preço da gasolina.
O Governo angolano está a estudar a possibilidade de reduzir o Imposto de Rendimento do Trabalho (IRT) para fazer face à retirada da subvenção aos combustíveis, cuja redução gradual se iniciou já este mês.
Os juízes conselheiros do Tribunal Supremo de Angola vão receber um cartão de supermercado com um plafond mensal que ronda os 760 mil kwanzas.
A venda a grosso em zonas urbanas, na província de Luanda, está proibida, a partir desta quarta-feira, no âmbito do reordenamento da actividade comercial, segundo um comunicado do Governo da Província de Luanda
Um ativista angolano relatou hoje um cenário de “incerteza e temores” dos cidadãos na província do Huambo, palco de protestos e confrontos entre taxistas e agentes da polícia, e referiu que há dezenas de feridos, contrariando a versão das autoridades.
O bispo católico e porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Belmiro Chissengueti, reprovou hoje o aumento de “quase 100%” do preço da gasolina em Angola, defendendo “aumentos paulatinos” adequados ao poder de compra dos cidadãos.
A Associação Mãos Livres, defensora dos direitos humanos, responsabilizou hoje o Governo angolano pelos protestos contra a subida do combustível, que resultaram em cinco mortos e oito feridos na província do Huambo, considerando esta uma “decisão política precipitada”.