A Amnistia Internacional (AI) pediu hoje contenção à polícia angolana e a proteção dos direitos humanos, no dia em que se anunciou para sábado uma marcha nacional contra a subida dos combustíveis.
Pelo menos treze províncias angolanas já confirmaram a sua adesão à manifestação “pacífica” nacional convocada para 17 de junho contra o fim da venda ambulante, lei das ONG e aumento do combustível no país, anunciou hoje a organização.
A organização de direitos humanos Amnistia Internacional apelou a uma investigação rápida e imparcial às mortes ocorridas no Huambo no dia 5 do corrente mês, durante as manifestações contra o aumento da gasolina, acrescentando que os responsáveis devem ser levados à justiça.
O ministro da Indústria e Comércio angolano disse hoje que a “derrocada” dos preços dos produtos no mercado seria maior se a Reserva Estratégica Alimentar (REA) não interviesse, referindo que o aumento dos preços é “alimentado pela importação”.
O ministro da Indústria e Comércio justificou hoje que o encerramento de armazéns em Luanda, há quase um mês, visou travar a “confusão comercial”, considerando que a medida “não foi assim tão disruptiva” e que já reabriram alguns estabelecimentos.
O Governo angolano vai proibir a produção de whisky e outras bebidas em pequenas embalagens, vulgarmente conhecidos em como “pacotinhos”, devido aos seus “malefícios” para a saúde pública e para a biodiversidade marinha, foi hoje anunciado.
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) insta o Governo angolano a investigar “imparcialmente e levar apropriadamente a tribunal” os responsáveis das forças de segurança responsáveis pela morte de manifestantes no Huambo.