Quarta, 28 de Janeiro de 2026
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Quarta, 28 Janeiro 2026 15:16

Angola vai criar empresa pública para gestão do Corredor do Lobito

O Governo angolano vai avançar com a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito, empresa pública destinada a promover iniciativas associadas a esta infraestrutura na província de Benguela, segundo um comunicado do Conselho de Ministros de hoje.

Na nota final da primeira sessão deste ano do Conselho de Ministros refere-se que a futura sociedade, com sede no município do Lobito, vai ter como objeto a administração, coordenação, supervisão e promoção das atividades e iniciativas de desenvolvimento económico do Corredor do Lobito.

O Corredor do Lobito é uma infraestrutura ferroviária que atravessa Angola ao longo de 1.300 quilómetros, ligando o porto do Lobito (litoral) à fronteira com a República Democrática do Congo, para escoar a produção de minerais críticos das regiões do Copperbelt (RDCongo) e Kolwezi (Zâmbia).

Com a criação da referida sociedade vão ser criadas condições para a transformação do Corredor do Lobito num efetivo corredor de desenvolvimento económico, atuando como catalisador para a captação e concretização de iniciativas de investimento estratégico em setores como a agricultura, indústria, turismo e serviços essenciais para o comércio interno e regional.

Uma sociedade gestora desta infraestrutura, salienta-se no comunicado, aumenta a competitividade de Angola com os países limítrofes, "propiciando a criação de empregos, a promoção da transferência de conhecimento e de tecnologia, e a melhoria da competitividade do país no mercado global".

A operação do Corredor do Lobito é assegurada pela Lobito Atlantic Railway (consórcio que integra a portuguesa Mota-Egil, a suíça Trafigura e a belga Vecturis), e deverá contar com um investimento de quase mil milhões de dólares, parcialmente financiados pela Development Finance Corporation (DFC) e pelo Development Bank of Southern Africa.

O Corredor está também inscrito na iniciativa europeia Global Gateway, tendo o bloco europeu anunciado um pacote de 600 milhões de euros através da Partnership for Global Infrastructure and Investment (PGII) desenvolvida no âmbito do G7.

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