Quinta, 15 de Janeiro de 2026
Follow Us

Quinta, 15 Janeiro 2026 12:34

João Lourenço inaugura fábrica de alumínio de investimento chinês de 250 milhões de dólares

O Presidente angolano inaugurou hoje, na província do Bengo, uma fábrica de alumínio eletrolítico, um investimento inicial chinês de 250 milhões de dólares (212,9 milhões de euros) com o qual se criam 1.200 postos de trabalho.

O empreendimento, instalado numa área de 73 hectares, está localizado na Zona Franca da Barra do Dande, arrancando hoje a sua produção, com capacidade diária de 1.200 toneladas e receitas anuais previstas em mais de 300 milhões de dólares (255,5 milhões de euros).

O projeto, com cinco fases, prevê para a segunda fase uma expansão diária de produção de 240 mil toneladas anuais, com o investimento de outros 500 milhões de dólares (425,9 milhões de euros).

Em declarações à imprensa, o Presidente angolano manifestou satisfação pelo arranque do projeto, que simboliza a concretização do objetivo de atração do investimento privado nacional e estrangeiro.

“Começamos também a construir um caminho para diversificar e aumentar os produtos de exportação. Não estamos satisfeitos com o facto de Angola exportar quase que exclusivamente crude, ainda por cima na sua forma bruta”, disse.

João Lourenço lamentou o facto de Angola não exportar ainda refinados de petróleo, apenas na sua forma bruta, “coisa que também vai mudar muito em breve”, quando se finalizar a construção da Refinaria do Lobito, que visitou esta semana.

“Precisamos transformar grande parte das matérias-primas extraídas no nosso país ou mesmo importadas, transformá-las aqui, acrescentarmos valor, dando emprego e aumentando a exportação”, realçou.

O chefe de Estado angolano observou que a estratégia de exportação é incentivar os investidores privados a produzirem cada vez mais produtos exportáveis, não apenas para consumo interno, mas com aceitação no mercado internacional, para o país diversificar as suas formas de “arrecadação de receitas no geral, mas, muito em particular, na arrecadação de divisas”.

João Lourenço frisou que em Angola há vários incentivos para o investimento privado, nomeadamente o baixo custo do preço da energia elétrica para os industriais.

“Para que venham investir mais, tendo noção de que o que vão pagar em consumo de energia está muito abaixo daquilo que é cobrado a nível internacional. Temos dito que temos excedente de energia, precisamos, por um lado, exportar, mas, em primeiro lugar, precisamos de aumentar o nosso consumo de energia e a melhor forma não é com consumo doméstico, mas sim com o consumo industrial”, frisou.

Para a indústria de alumínio, em particular, prosseguiu João Lourenço, o consumo de energia é alto, mas “para Angola não é problema”, precisando apenas de assegurar que não haja interrupções no seu fornecimento, sobretudo por via do vandalismo.

Na sua intervenção, o ministro da Indústria e Comércio referiu que a inauguração da fábrica “Huatong” simboliza um processo de transformação económica de Angola e a sua industrialização.

Rui Miguêns salientou que o empreendimento está estruturado em dois ciclos fundamentais: esta primeira fase com uma capacidade anual de 120 mil toneladas de alumínio eletrolítico, prevendo-se para a segunda fase uma duplicação para 240 mil toneladas anuais.

“Com esta expansão, Angola afirmar-se-á como um ator de referência na cadeia metalúrgica regional, potenciando de forma eficiente os seus recursos energéticos e industriais, para além de participar do processo contínuo de postos de trabalho qualificados e formação das nossas novas gerações”, referiu.

Segundo o ministro, o Executivo angolano está a trabalhar para que o setor industrial seja o verdadeiro motor económico, substituindo importações por produção nacional competitiva.

Rate this item
(0 votes)