Em conferência de imprensa, após a inauguração da fábrida de alumínio da Barra do Dande, cujo investimento inicial é de 250 milhões de dólares americanos, o Presidente João Lourenço salientou que o país necessita dessas apostas do sector privado em praticamente em todos os domínios da economia.
Segundo o Chefe de Estado, essas iniciativas permitem aumentar o leque de produtos e serviços em benefício das populações e cujos excedentes servirão para a exportação.
Neste sentido, acrescentou que, após o acto, sai da região satisfeito, uma vez que se começa a concretizar o que as autoridades pretendem, que é a atracção do investimento privado nacional e estrangeiro.
De igual modo, referiu que se começa também a construir o caminho para diversificar e aumentar os produtos de exportação. "Não estamos satisfeito com o facto de Angola exportar quase que exclusivamente crude, ainda por cima na sua forma bruta, coisa que também vai mudar em breve na sequência da visita que eu efectuei há dias ao Lobito. Quando tivermos a Refinaria do Lobito esse quadro talvez mude”.
Para o Presidente João Lourenço, necessita-se de transformar grande parte das matérias-primas que são extraídas no país ou mesmo importá-las e transformá-las localmente, acrescentando valor, dando emprego e aumentando a exportação.
“A nossa estratégia de exportação é incentivar os investidores privados a produzirem cada vez mais produtos exportáveis, que servem não apenas para o consumo interno, mas que tenham aceitação no mercado internacional para podermos diversificar as nossas fontes de arrecadação de receitas no geral, mas muito em particular a arrecadação de divisas”, argumentou.
Antes do descerramento da placa e do corte da fita, o Chefe de Estado assistiu, em companhia da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, e de várias entidades do Executivo, a um vídeo institucional que retrata as principais etapas da construção da primeira fase do projecto.
Na sequência, efectuou uma visita guiada para constatar as valências deste empreendimento, que se ergue num espaço privilegiado para diferentes negócios, pelas condições excepcionais que ali se observam, sobretudo do ponto de vista fiscal e aduaneiro.
A primeira fase vai criar mais de 1.200 postos de trabalho, a maioria destinados a jovens angolanos.
A unidade fabril tem uma capacidade de produção anual de 120 mil toneladas de alumínio electrolítico, que poderá ser transformado em ligas, chapas, varas e outros produtos derivados.
A primeira fase do projecto deverá gerar cerca de 300 milhões de dólares em receitas anuais, contribuindo de forma directa para o crescimento económico e industrial do país.
Já a segunda fase, que prevê gerar três mil empregos, estará concluída em 2027, com um investimento de 500 milhões de dólares e com uma produção de 240 mil toneladas por ano de aluminio electrolitico e 150 mil toneladas/ano de carbono anódico.
No total, o Parque Industrial de Alumínio Huatong, localizado na Zona Franca da Barra do Dande, terá cinco fases de desenvolvimento, num investimento global estimado em 1,6 mil milhões de dólares, ao longo de oito a dez anos.
O empreendimento, resultado de uma parceria entre o consórcio chinês Hebei Huatong Wire & Cables Group Co. Ltd. e a Huatong Angola Industry, Lda., deverá criar cerca de 12 mil empregos quando estiver totalmente concluído.
Além de reforçar a cooperação económica entre Angola e a China, o parque industrial promete aumentar as exportações e as receitas do Estado, consolidando o papel do Bengo como um novo Pólo de Desenvolvimento Industrial do país.
A Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande (ZFDIBD) foi criada por Despacho Presidencial nº 62/21 de 06 de Maio.

